Painel debate papel das parcerias público-privadas para a equidade na Saúde
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Uma das conversas mais aguardadas de todos os dias é com o cineasta Spike Jonze, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original pelo filme Ela (Her). Crédito: Reportagem: Mariana Cury; Edição: Jefferson Perleberg
Colaboração que transforma: como público e privado atuam juntos por um SUS mais equitativo e sustentável. Esse foi o tema do painel que reuniu representantes das esferas municipal, federal e iniciativa privada. Felipe Piza, diretor de responsabilidade Social e Filantropia do Hospital Albert Einstein, Luiz Carlos Zamarco, secretário municipal da Saúde de São Paulo, e Aline De Oliveira Costa, diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde Ministério da Saúde, se reuniram para falar de iniciativas de sucesso, trazer exemplos práticos e buscar soluções para os desafios da saúde pública. A mediação ficou a cargo da editora do Estadão Adriana Moreira.
O painel começou destacando os desafios da saúde pública em um país de proporções continentais: são 200 milhões de habitantes e uma população cada vez mais envelhecida. Nos últimos 20 anos, o número de pessoas acima dos 60 anos praticamente dobrou, e, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estão previstos 781 mil novos casos de câncer anuais.
Agenda
Aline de Oliveira explicou os diferentes tipos de parcerias público privadas (PPPs) no Brasil. Uma delas é o Proadi-SUS, que reúne seis hospitais de excelência que desembolsam os valores correspondentes aos tributos – mesmo que imunes – e aplicam em projetos de interesse do sistema público de saúde. Nos últimos 13 anos, os hospitais de excelência investiram cerca de R$ 7,9 bilhões no SUS, valor que nunca existiria no modelo tradicional.
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Da esq. para a dir., Felipe Piza, Adriana Moreira, Luiz Carlos Zamarco e Aline de Oliveira Costa Foto: Mônica Cardoso/Estadão
Felipe Piza trouxe exemplos de alguns dos projetos realizados pelo Einstein, um dos hospitais integrantes do Proadi. Entre eles, estão os transplantes – a iniciativa realiza, desde 2009, transplantes de órgãos sólidos de todas as complexidades, como fígado, coração, pulmão, rim, multivisceral e intestino, em pacientes do SUS. Ao todo, foram mais de 4 mil transplantados utilizando infraestrutura e tecnologia do Einstein.
Piza destacou ainda a longevidade da parceria da instituição com o SUS. São 25 anos colaborando em projetos variados, que vão de ações com comunidades na Amazônia, passando por gestão de unidades de saúde a iniciativas na área da tecnologia.
O secretário de Saúde destacou alguns projetos bem-sucedidos na cidade e destacou a importância da parceria com as universidades públicas e privadas em várias áreas.
Aline também destacou a importância do projeto Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde. Ao todo, o programa é formado por oito componentes, que abrangem desde o acesso a consultas e cirurgias até o financiamento, gestão e avaliação das ações especializadas.
Os palestrantes falaram ainda sobre como a telemedicina pode ajudar a diminuir as filas nas consultas médicas, reduzindo custos sem diminuir a qualidade do atendimento. E destacaram ações em que as três esferas – municipal, privada e pública – participaram juntas, resultando em ações positivas para a população.
Entre os projetos desejados para o futuro, Felipe Piza citou a realidade das cirurgias robóticas na China, realizadas remotamente. “É algo muito promissor.”



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