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Risco de desabamento da área vermelha faz Hospital da Vida remanejar pacientes graves

Risco de desabamento da área vermelha faz Hospital da Vida remanejar pacientes graves

Pacientes em estado grave, internados no Hospital da Vida, em Dourados, serão remanejados para alas verde e amarela após o teto da área vermelha apresentar riscos de desabamento.

A informação chegou à reportagem do Jornal Midiamax por populares, que relataram insegurança com a situação.

Segundo informações, ao menos 10 pacientes críticos estão submetidos a atendimento no setor, que apresenta estrutura precarizada. Os relatos consideram que a previsão de chuvas pode agravar as condições do local.

Técnicos da Secretaria Municipal de Obras já teriam condenado a área, determinando a retirada dos pacientes para intervenção.

Segundo o presidente da Comissão de Higiene e Saúde da Câmara Municipal de Dourados, vereador Pedro Pepa (União Brasil), apesar da capacidade da ala vermelha ser de 5 pacientes, é certo que o setor opera com o dobro de internados. “Tem até mais [que dez]”, garantiu o parlamentar.

Ele prevê que até quarta-feira (29) as ações da Secretaria de Obras sejam iniciadas. Segundo Pepa, os pacientes graves serão distribuídos em áreas onde o atendimento é de menor risco.

As informações que chegaram até o Jornal Midiamax afirmam que há entubados entre os pacientes. Contudo, o presidente da comissão não soube precisar se a movimentação pode expor os cidadãos a riscos, como o de infecção.

“Ficou bem claro com o secretário de saúde e a Maria Izabel [presidente da Funsaud] que a questão de responsabilidade com relação a qualquer infecção ou sobre a locomoção dos pacientes é de responsabilidade deles, que são técnicos”, disse o vereador.

Pepa ainda minimizou os relatos trazidos ao Jornal Midiamax, afirmando que não houve menção a risco de desabamento, apesar do diagnóstico de engenharia atestar que blocos de reboco estariam se soltando.

Autoridades silenciam

O Jornal Midiamax tenta contato, mas até o momento sem respostas, com a presidente da Funsaud (Fundação de Saúde de Dourados), Maria Izabel Aguiar, o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, o secretário municipal de Obras Públicas, Jorge de Lucia, além do próprio prefeito Marçal Filho (PSDB), que não respondeu às mensagens e ligações da reportagem.

Ainda foi solicitado posicionamento junto à assessoria de comunicação. Em resposta, disse que “a Prefeitura de Dourados não quis se manifestar”.

O jornal solicitou também apoio ao chefe de gabinete do prefeito, o ex-vereador Juarez de Oliveira, que até o momento não retornou os chamados.

O espaço segue aberto para manifestação.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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