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Seleção: vinte e cinco nomes mais um – 13/05/2026 – Marcelo Bechler

Seleção: vinte e cinco nomes mais um – 13/05/2026 – Marcelo Bechler

Vinte e seis nomes. Nos últimos dias, qualquer debate no Brasil que fuja a beber ou não detergente passa por tentar adivinhar quem vai ou não para a Copa do Mundo. Na segunda-feira (18), Carlo Ancelotti irá agradar quase metade e desagradar o restante do Brasil com seus escolhidos e rejeitados.

Quando tentamos imaginar quem vai ou não vai para os Estados Unidos, algo me parece claro: nos faltam laterais (mas faltam também para as outras seleções), sobram jogadores de lado de campo e há uma flagrante escassez de meio-campistas controladores de jogo.

No gol, o Brasil tem certeza dos convocados: Alisson, Ederson e Bento. O que não gera segurança é o momento dos três. Alisson está lesionado desde a última data Fifa e vem de uma instabilidade física preocupante. Ederson e Bento têm chamado mais a atenção pelos erros que pelos acertos em seus clubes.

Na defesa, a ausência de Militão é superlativa. Um zagueiro rápido, de excelente jogo aéreo e que seria capaz de atenuar a ausência de um grande lateral pela direita. Danilo não parece ser o plano para oito jogos e Wesley não tem a característica defensiva necessária para o tipo de jogo da seleção.

Carência de bons laterais não é exclusividade do Brasil. A Argentina foi campeã com um combo de Montiel, Molina, Tagliafico e Acuña. Nas semifinais da Liga dos Campeões, Arsenal, Atlético de Madrid, Bayern e PSG usaram, somados, quatro jogadores nas oito posições (Nuno Mendes, Hakimi, Davies e Ruggeri). Os outros eram zagueiros ou meio-campistas improvisados.

No meio-campo, o Brasil tem duas garantias: Casemiro e Bruno Guimarães. Defensivos, destruidores, com boa chegada de segunda linha e passe longo. Não são jogadores de armar a partida com um telescópio, de buscar associação o tempo inteiro, de oferecer ajudas constantes quando o time for pressionado. E esse é o problema. Fabinho e Andrey Santos também não oferecem isso. E Danilo ou Lucas Paquetá têm estilos que não complementam ou dialogam com o dos titulares.

No ataque, Vinicius, Raphinha, Martinelli e Matheus Cunha largam na frente. A ideia é ter um ataque rápido e móvel, capaz de pressionar sem a bola, fazer ataques rápidos contra defesas fechadas e contra-atacar rivais que pressionem a defesa brasileira. Luiz Henrique e João Pedro possuem características parecidas e também estão dentro. Endrick, explosivo e revolucionário, é uma arma e tanto para gerar caos em jogos indecifráveis. E Igor Thiago é o centroavante para o plano B quando o plano A falhar. Jogar bola na área e torcer para um grandalhão corpulento levar a melhor ou gerar um rebote ofensivo.

Aqui temos 25 nomes. Resta um. Rayan esteve na última lista, mas é algo muito parecido a Endrick ou Luiz Henrique. Pedro serviria para o mesmo plano B que Igor Thiago já atende. Paquetá, Danilo e Andrey podem ocupar três vagas em vez de duas. O problema aqui é somar a eles os fixos Casemiro, Bruno e Fabinho. E ter seis jogadores para duas posições que parecem ser as mais intocáveis do esquema: meio-campistas que defendam bem e liguem rapidamente os atacantes.

A última vaga até poderia ser de Neymar. Há uma possível vaga para alguém diferente, capaz de abrir defesas com uma jogada que ninguém vê. Alguém que se posicione bem para receber e passar, abrindo uma defesa superfechada. A vaga está aí e a grande dúvida que o Brasil tem é se na opinião de Carlo Ancelotti o candidato foi aprovado ou reprovado.


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