Marcelo Aro rompe com grupo de Zema e articula candidatura ao governo de Minas

O ex-secretário da Casa Civil de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP), oficializou o rompimento com o grupo político do governador Romeu Zema (Novo). A decisão foi comunicada pelo próprio Aro ao atual governador e pré-candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), na manhã desta quinta-feira (30).
Motivações e divergências
Segundo Mateus Simões, o descontentamento de Aro teve início devido à composição da chapa majoritária. O ex-secretário, que inicialmente seria o nome para o Senado, não aceitou a presença de Carlos Viana (PSD), presidente da CPI do INSS, na segunda vaga da disputa. Simões afirmou que Aro já negociava sua candidatura ao Palácio Tiradentes há algumas semanas.
Aro deixou o governo em abril para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral. Apesar da saída, ele ainda mantém aliados em cargos estratégicos, como o atual secretário de Governo, Castellar Neto. A expectativa nos bastidores é que integrantes do grupo político de Aro, conhecido como “Família Aro”, deixem seus cargos na administração estadual em breve.
Articulações políticas
A candidatura de Marcelo Aro ganhou tração após o Republicanos descartar o nome do senador Cleitinho Azevedo, líder nas pesquisas, na última quarta-feira (29). O ex-secretário busca agora o apoio do Republicanos e do PL para viabilizar seu projeto. Caso o PL confirme a aliança, Aro poderia se tornar o palanque do senador Flávio Bolsonaro no estado, oferecendo uma vaga ao Senado ao deputado federal Domingos Sávio (PL).
Apesar das movimentações, o cenário ainda é incerto. O próprio Aro admitiu a Mateus Simões que sua candidatura não é definitiva, dependendo do desfecho das negociações envolvendo Cleitinho Azevedo e o comando nacional do Republicanos. O PL, internamente, também avalia lançar nomes próprios, como Flávio Roscoe ou Vittorio Medioli.
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