
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou nesta quarta-feira (5) que “não compensará” fazer o impeachment de Flávio Bolsonaro (PL) caso ele vença a eleição presidencial. A declaração ocorreu no mesmo dia em que foi oficializada a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidência na chapa.
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã de quarta-feira com membros do PL em Brasília. Alfredo Gaspar possui trajetória como ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, tendo atuado como procurador-geral de Justiça do estado entre 2009 e 2011 e comandado a segurança pública estadual de 2015 a 2022.
Atuação política e articulações da chapa
Na Câmara dos Deputados, Gaspar faz oposição ao governo Lula (PT) e tem participação na CPMI do INSS, voltada a apurar fraudes e descontos indevidos em benefícios previdenciários. Flávio Bolsonaro afirmou que a definição do nome considerou a experiência do parlamentar na segurança pública e sua ligação com Alagoas e o restante do Nordeste.
Inicialmente, Flávio demonstrava preferência por uma mulher para o cargo de vice, citando a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, do Republicanos, enquanto o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendia a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Outros nomes cogitados, como as deputadas Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Técio (PP-SP) e a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, foram descartados após os partidos decidirem manter neutralidade na disputa presidencial.
Com a neutralidade do Republicanos, a campanha passou a avaliar nomes do próprio PL, considerando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que anunciou na noite de terça-feira (4) sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) também foi cotada, mas descartada pela avaliação de seu entorno de que declarações polêmicas poderiam prejudicar a campanha.

