O esquema de fraudes em exames descortinado pela Operação Auditus II na semana passada, além de cobrar por testes em bebês que nunca nasceram, usava nomes de pessoas já falecidas para falsificar documentos e lucrar com verbas públicas.
Na segunda fase da operação, cinco pessoas foram presas, entre elas, Márcia Jara, ex-secretária de Saúde de Nioaque. Dois empresários, Robson Roosevelt Ferreira Aguilar e Bianca Fernandes Leite Aguilar — donos da Prontomed — e a gerente Tatiana Barbosa de Souza Grubert também foram presos.
Vagner Alves Ribeiro Guimarães, ex-secretário de Governo do Município, também foi alvo de mandado de prisão na operação.
Conforme a investigação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), o núcleo criminoso no Prontomed criava listas com a relação de consultas, exames e procedimentos médicos, que, em sua maioria, nunca foram feitos.
A investigação revelou que, entre 2021 e 2024, a Prefeitura de Nioaque pagou milhões para a Policlínica Rota Bioceânica por exames superfaturados e fictícios. O Gecoc estima que 83% dos exames pagos pelo município durante os anos de ápice do esquema foram fraudados, rendendo cerca de R$ 4 milhões ao grupo criminoso.
Fonte: midiamax.com.br
