A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lançou oficialmente um manual voltado para orientar profissionais da imprensa que atuarão na cobertura das eleições. Intitulado “Autoproteção na cobertura eleitoral: um guia de prevenção de ataques contra a liberdade de imprensa”, o documento compila recomendações essenciais para mitigar e enfrentar riscos que ameaçam a integridade física, a segurança digital, o respaldo jurídico e a saúde mental dos comunicadores.
Entre as principais diretrizes voltadas para a segurança em campo, a publicação aconselha que os repórteres realizem um mapeamento prévio das regiões onde vão atuar, identifiquem pontos de apoio estratégicos — a exemplo de hospitais e delegacias — e estabeleçam protocolos claros de comunicação periódica com suas respectivas redações ou equipes de apoio.
No que tange à proteção no ambiente virtual, o guia enfatiza a adoção de medidas fundamentale, tais como a ativação da autenticação em dois fatores, a criação de senhas robustas seguindo critérios rígidos de segurança e o cuidado redobrado com a exposição de dados pessoais e de geolocalização dos profissionais.
A entidade também orienta que, diante de eventuais episódios de hostilidade, ameaças ou agressões, os jornalistas procurem documentar detalhadamente o ocorrido. A preservação de registros de tela, links ativos, datas, horários precisos e a identificação dos perfis envolvidos é apontada como um passo crucial para fundamentar denúncias formais e resguardar o exercício profissional.
Como parte de sua atuação contínua, a Abraji mantém canais abertos de suporte para profissionais que se encontrem em situação de vulnerabilidade ou risco iminente. Os interessados podem buscar auxílio por meio do endereço eletrônico [email protected] ou diretamente pelos canais oficiais da organização na internet.
Dados divulgados pela própria associação ilustram o cenário desafiador enfrentado pela imprensa: em 2025, foram contabilizados 204 alertas de ataques contra jornalistas no país. Desse total, mais da metade das ocorrências teve origem ou repercussão direta no ambiente digital, consolidando um panorama de pressões recorrentes que motivam o lançamento de iniciativas preventivas para o pleito eleitoral.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
