A trajetória de Danieli de Paula Rodrigues de Lima com a Apae de Cambira começou quando ela tinha apenas 8 anos de idade e chegou à instituição diagnosticada com deficiência intelectual. Foi nesse ambiente que ela aprendeu a ler e escrever, além de participar ativamente de festivais, jogos escolares e diversos projetos que marcaram o início de sua jornada de conquistas.
Anos mais tarde, Danieli retornou à mesma instituição, mas desta vez em papéis completamente transformados: como acadêmica de Pedagogia e atuando profissionalmente como atendente na Escola de Educação Especial Emílio Mudrey, o exato local onde estudou no passado.
Entre a menina que chegou à escola e a mulher de 33 anos que hoje auxilia no cuidado de novos alunos, há uma história marcada por superação e pertencimento. É justamente essa vivência que traduz a expectativa da comunidade local em relação à construção da nova escola da Apae, cuja inauguração está programada para janeiro de 2027.
Segundo o diretor da instituição, Anderson Toledo, acompanhar a obra tomando forma representa a concretização de um sonho coletivo. A construção está sendo realizada por meio de recursos repassados pela Secretaria de Estado das Cidades (SECID), visando proporcionar uma infraestrutura moderna e planejada para a educação especial.
A nova estrutura inovadora contará com salas de aula mais amplas e a possibilidade de expansão para abrigar um espaço dedicado à equipe multidisciplinar, integrando serviços de saúde. Além disso, o projeto prevê ambientes adequados para iniciativas de assistência social, como oficinas de dança, música, o Clube de Mães e o Grupo de Apoio às Famílias.
Para o diretor Anderson Toledo, a sede inédita garante segurança e acolhimento para as famílias, fortalecendo a rede de apoio e a inclusão social. A história de Danieli sintetiza esse impacto positivo, simbolizando o poder transformador da instituição na vida de seus alunos ao longo das décadas.
Fonte: tnonline.uol.com.br
