Antes da entrada de J Balvin no Palco Mundo neste sábado (12), as caixas de som do Rock in Rio aqueceram o público com “Gasolina”, o clássico de Daddy Yankee lançado em 2004 que abriu as portas globais para o reggaeton. O colombiano comandou um show de relógio marcado com exata uma hora de duração, integrando uma noite voltada ao pop mundial que também contou com nomes como Demi Lovato e Maroon 5.
O artista abriu a apresentação entoando o sucesso “Mi Gente” e logo interagiu com a plateia ao saudar o país. Na sequência, emendou com “Bola Rebola”, faixa que em sua versão de estúdio conta com as colaborações de Anitta e MC Zack, dando o tom da forte conexão que tentaria estabelecer com o público brasileiro ao longo de sua passagem pelo festival.
A estratégia de enfileirar sucessos construídos em parceria com artistas do Brasil funcionou para aproximar a plateia, embora a grande quantidade de faixas com participações tenha gerado trechos em playback que acabaram esfriando levemente o ritmo do espetáculo em alguns momentos, com canções de curta duração.
Na primeira metade do repertório, uma inserção audiovisual apresentou um mini-filme onde uma pessoa folheava hits pioneiros da primeira década do reggaeton em um iPod. Como essas faixas não tiveram grande penetração histórica no Brasil, o segmento acabou gerando menor interação do público, que assistiu à sequência de forma contemplativa.
O show ganhou fôlego renovado quando o ritmo latino se fundiu com referências brasileiras. Balvin retomou a energia da plateia ao executar “Bumbum Tantan”, faixa que já havia apresentado no festival The Town em 2025, e ampliou a euforia ao convidar o DJ Pedro Sampaio para o palco, artista que havia se apresentado instantes antes no mesmo espaço.
Juntos, Balvin e Sampaio agitaram o público com a execução de “Perversa”. O delírio coletivo atingiu o ápice quando Melody subiu ao palco, revelando o rosto antes encoberto por um tecido preto para cantar com Sampaio o sucesso carnavalesco “Jetski”, marcando um dos pontos altos da celebração musical.
A produção visual da apresentação contou com um numeroso e dinâmico corpo de baile que interagiu com o cenário, além de labaredas e efeitos pirotécnicos que pontuaram a execução de faixas como “In da Getto”, enquanto bailarinos vestiam camisas com as cores do Brasil. Ao final, o artista encerrou a performance com uma forte queima de fogos e papel picado, deixando o público com dúvidas sobre o término oficial do show, que foi esclarecido por um telão anunciando sua próxima apresentação no estádio do Palmeiras, o Nubank Park, em 2027.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
