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Polícia Federal apreende 24 armas de fogo durante prisão de ex-presidente do BRB

Ação da PF decorre da quarta fase da operação Compliance Zero, que culminou na prisão de Paulo Henrique Costa.

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Polícia Federal apreende 24 armas de fogo durante prisão de ex-presidente do BRB

A Polícia Federal apreendeu um total de 24 armas de fogo durante a realização da quarta fase da operação Compliance Zero, ação que resultou na prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), ocorrida no mês de abril. O material recolhido pelas autoridades inclui dezesseis pistolas, cinco fuzis, duas espingardas e um revólver, fabricados por marcas renomadas como Glock, Taurus, Colt, Sig Sauer e Imbel.

Além do armamento de grosso calibre, os agentes federais recolheram 58 carregadores e três malotes repletos de munições de diferentes calibres. De acordo com o relatório elaborado pela equipe de busca e apreensão da corporação, o investigado possui registro regular como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), sendo apontado como proprietário de um expressivo acervo de armamentos.

No documento oficial, a corporação justificou que a presença de tantas armas no local representava riscos iminentes à equipe policial durante o cumprimento da diligência, exigindo cautela redobrada para a preservação da integridade física dos agentes. Procurada pela imprensa para se manifestar sobre o caso, a defesa técnica de Paulo Henrique Costa confirmou que o seu cliente possui, de fato, a documentação de CAC.

A publicidade dos documentos referentes a esta etapa da operação contra o ex-dirigente do BRB ocorreu após o ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o levantamento do sigilo de diversos processos associados ao Banco Master, instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro.

Paulo Henrique Costa encontra-se detido desde o dia 16 de abril. Ele é alvo de investigações conduzidas pelas autoridades federais em decorrência de sua atuação na tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, bem como nas transações de compra de carteiras de crédito e nas negociações que tornaram o ex-banqueiro e seus sócios acionistas do banco público.

As suspeitas que recaem sobre o ex-presidente englobam os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo apontam as apurações policiais, um dos principais fundamentos para a decretação de sua prisão preventiva envolve a suposta ocultação de seis imóveis obtidos de maneira irregular como propina — sendo quatro localizados na cidade de São Paulo e dois na capital federal —, cujo valor estimado atinge a marca de R$ 146,5 milhões, com cerca de R$ 74,6 milhões já quitados.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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