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Consórcio Guaicurus acusa intervenção de atrasar dívidas e pôr frota em risco

Concessionária aponta escolha arbitrária de pagamentos pela equipe que administra o transporte coletivo em Campo Grande, enquanto interventor geral classifica a suspensão de parcelas de ônibus como risco calculado.

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Consórcio Guaicurus acusa intervenção de atrasar dívidas e pôr frota em risco

O Consórcio Guaicurus protocolou uma petição junto à Comissão Processante da Prefeitura de Campo Grande na qual acusa a equipe interventora do transporte coletivo de atrasar pagamentos e de selecionar de maneira arbitrária quais dívidas devem ser quitadas. O atrito ocorre no momento em que a intervenção administrativa completa 90 dias desde o seu início, ocorrido em 16 de junho.

Em nota oficial divulgada, a concessionária argumenta que a administração temporária estaria deixando de honrar obrigações essenciais, o que incluiria o financiamento da frota de ônibus, aquisição de combustíveis e o pagamento de tributos incidentes sobre a folha de funcionários. Segundo o consórcio, diversos bancos, fornecedores e prestadores de serviços têm emitido notificações sobre atrasos recorrentes no período.

Empresas terceirizadas também relatam prejuízos decorrentes da paralisação dos repasses. A GV Pneus, responsável por serviços de recapagem, afirmou que está sem receber desde o início da intervenção, acumulando uma dívida de mais de 270 mil reais. Representantes do setor alertam que a inadimplência generalizada pode culminar na retomada de veículos financiados e em prejuízos à regularidade fiscal.

Em contrapartida, o interventor geral Alexandro de Oliveira confirmou a suspensão temporária dos pagamentos de leasing e de financiamentos dos veículos. Contudo, ele classificou a medida como um “risco calculado” adotado com o objetivo de preservar recursos financeiros estritamente necessários para assegurar a folha de pagamento, a compra de combustível e a aquisição de peças.

Segundo o interventor, as dívidas que estão sendo deixadas em segundo plano são, na sua maioria, débitos anteriores à intervenção, cuja quitação não estaria prevista no decreto municipal original. Oliveira justificou ainda que a prioridade da atual gestão é a manutenção contínua e segura do serviço público prestado à população da capital sul-mato-grossense.

O cenário financeiro da operação tem gerado intensos debates judiciais e administrativos. Enquanto o consórcio aponta falta de transparência e de planejamento nas decisões adotadas pelos interventores, a gestão temporária relata dificuldades herdadas da administração anterior, incluindo problemas administrativos e o encerramento de aportes mensais que antes eram realizados pelos antigos controladores do sistema.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano