Quase sete em cada dez brasileiros, o equivalente a 67%, afirmam que a recente crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) não exerce influência sobre o voto na eleição presidencial. O cenário foi detalhado em uma pesquisa da Quaest, encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo, divulgada nesta segunda-feira (14).
De acordo com o levantamento, apenas 7% dos entrevistados consideram mudar a escolha de seu candidato por causa do desgaste na Corte. Por outro lado, 22% relatam que a repercussão do caso reforça a preferência que já haviam firmado, enquanto 4% não souberam ou preferiram não responder aos questionamentos.
A coleta de dados ocorreu entre os dias 10 e 13 de setembro, ouvindo 2.004 eleitores em todo o país. O período coincide com o ápice da turbulência no STF, deflagrada quando o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que cita mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O impacto da crise varia conforme o espectro político dos eleitores. Entre os eleitores lulistas, 84% dizem que o caso não altera o voto e apenas 3% admitem trocar de candidato. Na esquerda não lulista, o percentual daqueles que não veem influência chega a 76%, com 12% abertos a mudanças.
Entre os eleitores independentes, que representam um terço do total do eleitorado, 66% apontam que o conflito não afeta a decisão, enquanto 19% dizem que a escolha atual foi reforçada e 9% ponderam mudar. Já nos grupos de direita, a percepção muda: entre os não bolsonaristas, 40% afirmam que a crise reforça o voto atual, índice que atinge 35% entre os bolsonaristas.
A crise institucional se aprofundou com o embate público entre os ministros, incluindo pedidos de investigação mútua, decisões divergentes sobre o comando da Polícia Federal e o cancelamento de sessões plenárias pelo presidente do STF, Edson Fachin. A pesquisa foi devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026 e possui margem de erro de dois pontos percentuais.
Fonte: g1.globo.com
