Uma mulher de 54 anos registrou um boletim de ocorrência após ser vítima de um esquema de estelionato envolvendo o financiamento de veículos de luxo, acumulando uma dívida de aproximadamente R$ 600 mil. O caso envolve três contratos em seu nome para a aquisição de automóveis de alto padrão, incluindo uma Toyota Hilux, um Hummer H3 e um Porsche Macan.
De acordo com o relato policial, o golpe teve início em setembro de 2025. A irmã da vítima, enfrentando dificuldades financeiras, a apresentou a um homem que se identificava como empresário do ramo de veículos e utilizava a referência comercial ‘Negócios MS’. Ele propôs uma operação para conseguir recursos e regularizar as finanças da irmã, exigindo que a vítima figurasse como compradora formal de automóveis que seriam adquiridos por ele e por parceiros.
A promessa inicial era de que os veículos e os financiamentos seriam transferidos para os verdadeiros compradores em um prazo de até seis meses. Nesse intervalo, o grupo criminoso arcaria com as parcelas, isentando a mulher de qualquer custo ou risco. Confiando na regularidade da suposta operação, a vítima realizou as assinaturas eletrônicas com biometria facial a partir de links enviados por correspondentes.
O esquema resultou na formalização de três financiamentos distintos. O primeiro envolveu uma Toyota Hilux CD SRX Plus 4×4 avaliada em R$ 290 mil. O segundo contrato referiu-se a um Hummer H3, com mais de R$ 167 mil financiados. O terceiro negócio tratou de um Porsche Macan 2015, declarado por R$ 330 mil. A vítima relata que jamais recebeu os automóveis, não viu o dinheiro das operações e ainda acumulou multas de trânsito cometidas por terceiros e a negativação de seu nome.
Além dos contratos de financiamento, os criminosos exigiram diversas transferências via PIX sob o pretexto de arcar com despesas e manutenção das operações. Entre outubro de 2025 e junho de 2026, foram realizados vinte pagamentos que somaram cerca de R$ 180,9 mil. Com o fim do prazo de seis meses em março de 2026 sem que as transferências fossem efetivadas, a fraude veio à tona e a vítima passou a sofrer cobranças e ameaças de busca e apreensão.
O caso foi oficialmente registrado como estelionato e associação criminosa na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol. A mulher apresentou contratos, extratos bancários, comprovantes de PIX, multas de trânsito e mensagens para embasar a investigação policial, enquanto lida com os prejuízos financeiros e o impacto negativo em sua atividade empresarial.
Fonte: www.campograndenews.com.br
