O bloqueio do tráfego de veículos pesados nas pontes da MS-040, em Santa Rita do Pardo, tem provocado prejuízos a dezenas de produtores rurais da região. A medida também é alvo de questionamentos sobre possíveis exceções à restrição, falta de sinalização ao longo da rodovia e ausência de informações sobre as condições das estruturas e o prazo para liberação.
Relatos enviados ao Sindicato Rural do município afirmam que não estão sendo feitos embarques de gado para a JBS, por exemplo, e que produtos essenciais como o diesel e o calcário não estão chegando às fazendas no ritmo necessário.
A interdição começou em 4 de setembro, uma sexta-feira, mas a concessionária Caminhos da Celulose a comunicou oficialmente apenas no dia 6, um domingo. A empresa assumiu a rodovia e outras que fazem parte da Rota da Celulose de Mato Grosso do Sul em fevereiro deste ano.
Fora o atraso no aviso sobre a interdição, o sindicato aponta que faltou antecedência. A expectativa era de que produtores e transportadores fossem avisados com pelo menos 15 dias de antecedência para estocarem compras e adiantarem entregas e embarques.
Proprietário da Fazenda Aliança, Marcelo Creste relatou que algumas carretas continuam sendo liberadas para a passagem de forma irregular. Segundo ele, veículos pesados cruzaram as pontes em dias recentes, gerando dúvidas sobre a real eficácia da restrição durante a janela de plantio.
A Caminhos da Celulose ainda não informou detalhes técnicos da reforma e nem divulgou um prazo para o término da restrição aos caminhões e carretas. A rota alternativa indicada para veículos de grande porte é a BR-267, mas a medida não resolve os transtornos locais dos produtores, que continuam enfrentando dificuldades de logística.
Fonte: www.campograndenews.com.br
