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‘Não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB’, diz Lula em evento de campanha

Durante evento de campanha em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal não vai repassar recursos para socorrer a crise patrimonial do Banco de Brasília.

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‘Não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB’, diz Lula em evento de campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16), em evento de campanha em Brasília ao lado de aliados, que o governo federal não vai “dar dinheiro” para ajudar a solucionar a crise patrimonial do Banco de Brasília (BRB). Segundo o presidente, a instituição financeira adquiriu títulos que não existiam, mas garantiu que a população não ficará desassistida.

O BRB enfrenta a pior crise de sua história desde novembro de 2025, período em que a operação Compliance Zero revelou suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A instituição distrital tentou comprar o Master e chegou a injetar R$ 16,7 bilhões no banco de Vorcaro, transação que acabou barrada pelo Banco Central.

Posteriormente, o BRB identificou que parte das carteiras adquiridas era fraudulenta e sem lastro. Com o governo do Distrito Federal atuando como acionista majoritário, a gestão local tenta viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio da instituição, embora o governo federal já tenha informado que não pode conceder garantia à operação.

Durante o ato político em Ceilândia, que marcou o primeiro evento público de campanha do presidente na capital federal para as eleições deste ano, Lula fez duras críticas à governadora Celina Leão (PP) e ao ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). O chefe do Executivo nacional acusou a gestão distrital de tentar transferir a responsabilidade da crise para a União.

Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que a antiga direção do BRB tinha conhecimento das irregularidades. O banco acumulou negociações e operações com o Banco Master entre 2024 e 2025 que somaram R$ 30 bilhões, estimando que pelo menos R$ 8,8 bilhões correspondam a créditos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.

O governo do DF informou que planeja recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte dos títulos problemáticos por meio de outras medidas, mas ainda depende de crédito para o restante do rombo. O acionista controlador utiliza o banco para operar programas sociais, crédito habitacional e a folha de pagamento do funcionalismo, tornando o equilíbrio da instituição fundamental para o sistema financeiro local.

Fonte: g1.globo.com

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