O salário de um padre na Santa Casa entrou no centro de discussões e críticas à gestão do hospital. Durante uma reunião realizada no sindicato da categoria, uma médica que integra a diretoria da instituição teria questionado o gasto com a remuneração religiosa, argumentando que o local presta serviços médicos e não funciona como uma igreja.
A crítica, no entanto, gerou repercussão e um detalhe curioso foi trazido à tona por Alessandro Dias Junqueira, que atuava como gerente administrativo da Santa Casa. Segundo o relato de Alessandro, a mesma profissional de saúde que agora questiona o pagamento do salário já havia levado o padre em questão à própria residência para benzer o imóvel.
Alessandro Dias Junqueira discordou publicamente da postura da diretora e saiu em defesa da manutenção do religioso. Ao comentar o episódio polêmico, o ex-gerente fez questão de lembrar a forte origem católica da Santa Casa, destacando a atuação histórica de freiras na fundação e administração da instituição ao longo dos anos.
Para o ex-gestor, a ligação com a igreja é indissociável da identidade do hospital, apontando ainda que entidades religiosas costumam auxiliar na arrecadação de recursos financeiros importantes para a manutenção das atividades da Santa Casa. “A igreja, a Santa Casa é uma filantropia, ela é católica, quem fundou foi as freira, quem tomava conta era as freiras”, argumentou na ocasião.
O padre citado na controvérsia é Ricardo Pereira, que atua como pároco e recebe remuneração regular vinculada à instituição de saúde. A discussão sobre os gastos e a identidade histórica do hospital mobilizou debates internos e expôs divergências sobre a administração e os vínculos tradicionais da entidade filantrópica.
A polêmica em torno da gestão da Santa Casa integra um conjunto de episódios e discussões recentes na capital, refletindo os desafios cotidianos e as complexidades administrativas de uma das instituições de saúde mais tradicionais do estado, que lida simultaneamente com questões financeiras, operacionais e de memória institucional.
Fonte: www.campograndenews.com.br
