Durante um pronunciamento recente voltado ao cenário político e eleitoral, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou duras críticas à inclusão de parentes próximos em chapas para o Senado no Distrito Federal. O chefe do Executivo federal argumentou que a prática demonstra falta de seriedade na condução da vida pública.
Sem citar nominalmente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o presidente pontuou que algumas das principais adversárias políticas optaram por arranjos familiares para os postos de suplência. No caso em questão, Michelle designou o próprio irmão, Diego Torres, filiado ao PL, como seu primeiro suplente na disputa.
Outro exemplo mencionado de forma indireta envolveu a deputada Bia Kicis, que indicou o filho Samuel para ocupar a posição de suplente em sua chapa. Para o mandatário, a escolha de familiares para ocupar posições de destaque e previsibilidade institucional compromete a lisura e a renovação esperadas na política partidária.
“Aqueles que são diferentes de nós, uma escolheu o irmão para ser suplente e a outra escolheu o marido para ser suplente”, declarou Lula durante sua manifestação. O presidente reforçou que a dinâmica de colocar a família inteira para ocupar cargos eletivos e institucionais é inadmissível para quem busca uma atuação séria.
A ofensiva do dirigente petista não se limitou às chapas do Distrito Federal. Em outro momento do discurso, Lula direcionou críticas severas aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, qualificando o deputado federal Eduardo Bolsonaro como um traidor da pátria diante de articulações no exterior.
Além disso, o presidente afirmou que o senador Flávio Bolsonaro teria enviado o irmão para os Estados Unidos com o objetivo específico de tramar contra os interesses do Brasil. As declarações acirram o tom da disputa política nacional com vistas aos próximos desdobramentos do calendário eleitoral.
Fonte: noticias.uol.com.br
