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Lula muda estratégia de campanha e passa a confrontar diretamente Flávio Bolsonaro

Em busca de tirar a crise do STF do centro da disputa eleitoral, campanha de Lula decide focar ataques em Flávio Bolsonaro e na investigação envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.

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Lula muda estratégia de campanha e passa a confrontar diretamente Flávio Bolsonaro

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu promover uma mudança drástica em sua estratégia eleitoral. O objetivo principal da alteração é afastar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) do centro dos debates e concentrar os ataques diretamente no candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A avaliação interna da campanha petista é de que a discussão em torno do STF acabou ofuscando um tema considerado muito mais sensível para o adversário: a investigação em curso no Supremo sobre recursos solicitados por Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Diante da nova diretriz, o próprio presidente Lula assumiu um papel mais incisivo de confronto direto, deixando de delegar essa função exclusivamente a aliados e à propaganda eleitoral. Em discursos e entrevistas recentes realizados em Brasília, o petista adotou um tom duro e questionou publicamente o oponente sobre a origem dos recursos investigados.

Nas redes sociais, perfis alinhados ao Partido dos Trabalhadores passaram a impulsionar o slogan “quem vota em Flávio vota em Vorcaro”. A ofensiva digital busca contra-atacar a estratégia dos apoiadores do senador bolsonarista, que vinham difundindo amplamente a mensagem de que “quem vota em Lula vota em Moraes”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes.

Nos bastidores, o comando da campanha petista debateu diferentes caminhos para estancar o momento adverso nas pesquisas. Enquanto uma ala defendia o distanciamento de Lula em relação a Alexandre de Moraes, prevaleceu a tese de que o chefe do Executivo deveria assumir o confronto com Flávio Bolsonaro e redirecionar o foco para o caso do Banco Master.

Integrantes da coordenação eleitoral admitiram que o erro dos últimos dias foi permitir que a pauta ficasse monopolizada pela crise do STF, espaço que teria sido aproveitado pelos aliados de Flávio Bolsonaro para ditar o ritmo da disputa desde os atos de Sete de Setembro e decisões do ministro André Mendonça.

Embora Lula tenha declarado recentemente que membros do STF devem responder por eventuais irregularidades e não podem usar o cargo para enriquecimento pessoal, assessores avaliaram que o debate produziu efeitos colaterais indesejados ao poupar o candidato opositor.

Com a nova diretriz consolidada, a ordem na campanha é intensificar a artilharia sobre as relações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e as apurações em andamento no Supremo. A expectativa do QG petista é retomar o controle da narrativa e conter o avanço do adversário na corrida presidencial.

Fonte: g1.globo.com

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