O dólar comercial encerrou o último pregão da semana em alta de 0,11%, cotado a R$ 5,1440 no mercado brasileiro. A sessão desta sexta-feira foi marcada pela avaliação contínua do cenário fiscal no país e pelo comportamento de baixa nos preços do petróleo no exterior.
Com o avanço registrado nesta sexta-feira, a moeda norte-americana acumulou uma alta de 0,37% ao longo da semana. No recorte mensal, contudo, o dólar ainda registra um recuo de 0,69%, enquanto a baixa acumulada desde o início do ano chega a 6,28%.
No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, apresentou recuo de 0,41%, encerrando a sessão aos 185.229 pontos. Esse desempenho negativo no pregão ampliou a perda semanal do índice para 1,06%.
Apesar da retração na semana, o indicador da bolsa brasileira ainda acumula um desempenho positivo de 4,40% no mês de setembro e uma valorização expressiva de 14,96% no acumulado do ano de 2026.
No cenário internacional, o mercado de commodities também operou em baixa. O barril de petróleo Brent recuou 1,05%, fechando cotado a US$ 103,72, ao passo que o WTI (West Texas Intermediate) registrou queda de 1,83%, cotado a US$ 100,04 por barril.
A queda nas cotações do petróleo foi influenciada por informações a respeito de uma possível oferta adicional da commodity por parte da Arábia Saudita, o que ajudou a aliviar parte das apreensões dos investidores em relação ao abastecimento global.
Internamente, os investidores mantiveram o foco na análise dos possíveis impactos fiscais decorrentes do reajuste do programa Bolsa Família e na divulgação de novos indicadores econômicos pelo governo federal.
O reajuste anunciado eleva o valor médio pago aos beneficiários do programa de R$ 675 para R$ 777. De acordo com projeções do Ministério do Planejamento, a medida terá um impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões nas despesas do governo e de R$ 22,7 bilhões no próximo ano de 2027.
Fonte: www.campograndenews.com.br
