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Governo avalia levar ao SUS caneta emagrecedora prometida por Lula, mas oferta não seria imediata

Ministério da Saúde estuda incorporar canetas emagrecedoras ao SUS após promessa do presidente Lula, mas gestores alertam que a oferta não será imediata e depende de avaliações técnicas e financeiras.

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Governo avalia levar ao SUS caneta emagrecedora prometida por Lula, mas oferta não seria imediata

O Ministério da Saúde está avaliando o envio de uma proposta para a incorporação de canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS), medida que surge após promessa de campanha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, gestores que acompanham as tratativas internas destacam que a oferta nacional dessas doses não ocorrerá de forma imediata.

A pasta ministerial segue analisando dados detalhados sobre os efeitos clínicos desses medicamentos e o impacto financeiro que eventuais compras públicas de grande escala trariam aos cofres públicos. Para embasar o pleito junto à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), o governo se apoia em um estudo conduzido no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, envolvendo 250 pacientes com obesidade grave.

Após o protocolo do pedido oficial, a Conitec disporá regulamentarmente de um prazo de 180 dias — passível de prorrogação por mais 90 dias — para emitir seu parecer técnico. Em seguida, caso haja recomendação favorável, o ministério precisará estruturar o protocolo clínico de utilização e pactuar o financiamento com estados e municípios.

Paralelamente às discussões do governo, a farmacêutica Novo Nordisk protocolou em junho um pedido próprio na Conitec para a inclusão do Wegovy, à base de semaglutida, voltado especificamente a pacientes com obesidade que já tenham sofrido infarto. A estimativa da empresa aponta que quase 39 mil pacientes poderiam ser atendidos, com custo anual estimado entre R$ 500 milhões e R$ 650 milhões.

A temática ganhou forte apelo político e virou mote de campanha de Lula, que reforçou recentemente o compromisso com a distribuição gratuita dos tratamentos para a população obesa. Por sua vez, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, negou caráter eleitoreiro na medida, pontuando que o planejamento vem ocorrendo desde o ano passado, alinhado às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Especialistas e associações médicas acompanham o debate com cautela, apontando preocupações com o consumo indiscriminado para fins estéticos e a proliferação de versões irregulares. Apesar do avanço nas discussões e da recente queda de patentes que barateou insumos no mercado nacional, o acesso amplo e irrestrito pelo SUS ainda demandará trâmites burocráticos e científicos complexos antes de chegar aos postos de atendimento.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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