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Lula rebate Trump ao falar sobre retomada de territórios no Rio

Presidente brasileiro afirmou que o país precisa enfrentar as facções internamente e rejeitou a rotulação de organizações criminosas como terroristas feita pelos Estados Unidos.

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Lula rebate Trump ao falar sobre retomada de territórios no Rio

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, rebateu nesta sexta-feira (18) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após críticas contundentes do líder norte-americano sobre a atuação do Brasil no combate a facções criminosas. Trump havia afirmado que o país falhou no enfrentamento aos grupos e classificado as organizações como terroristas.

As declarações do presidente brasileiro foram feitas durante um evento oficial realizado no Rio de Janeiro, que reuniu a cúpula da segurança pública nas esferas federal, estadual e municipal. Na ocasião, o chefe do Executivo federal defendeu a necessidade de retomar territórios dominados por traficantes na capital fluminense e enfatizou que o país tem capacidade de vencer o crime organizado por conta própria.

“Nós precisamos ganhar do crime organizado. Eu não aceito a ideia de que as facções são terroristas, como diz o Trump”, declarou Lula durante seu discurso. O presidente argumentou ainda que, quando o mandatário estadunidense menciona terrorismo, o termo se relaciona a disputas de poder e a episódios como o plano golpista investigado no Brasil.

Durante o evento, autoridades também apresentaram uma série de convênios firmados entre os governos federal, estadual e municipal. As iniciativas contemplam três frentes principais: a proteção integrada de corredores logísticos em rodovias e vias arteriais, a Política Estadual de Reocupação Territorial para reduzir o domínio econômico e armado do crime, e a capacitação da Força Municipal com agentes armados da Guarda Municipal do Rio.

O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, reforçou a soberania nacional no setor e pontuou que o país possui condições plenas de conduzir suas próprias atividades de segurança, sem a necessidade de qualquer tutela externa. Por sua vez, o prefeito Eduardo Cavaliere destacou a importância do compartilhamento de inteligência e monitoramento integrado entre as forças locais e federais.

O embate diplomático e político ocorre dias após o governo dos Estados Unidos enviar um relatório ao Congresso norte-americano reiterando críticas à segurança pública brasileira, poucos meses depois de o Departamento de Estado americano designar oficialmente facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano