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Petrobras assina contratos para explorar oito blocos na Costa do Marfim

A petroleira brasileira firmou acordos de partilha de produção em águas marfinenses para ampliar suas reservas e expandir atuação na costa oeste africana.

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Petrobras assina contratos para explorar oito blocos na Costa do Marfim

A Petrobras informou oficialmente a assinatura de contratos de partilha de produção voltados para a exploração de oito blocos marítimos localizados na Costa do Marfim. A iniciativa representa mais um passo estratégico da companhia para expandir sua presença na costa oeste da África, buscando novas descobertas e a recomposição de suas reservas de petróleo para a próxima década.

Em comunicado oficial divulgado ao mercado, a estatal brasileira detalhou que os acordos foram celebrados em conjunto com a República da Costa do Marfim e a empresa estatal Petroci Holding. Por meio de sua subsidiária integral, a Petrobras Netherlands BV, a companhia deterá uma participação de 90% nos blocos e atuará como operadora, enquanto a Petroci Holding ficará com os 10% restantes.

Os novos contratos de exploração offshore contemplam especificamente os blocos CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702. A formalização dos acordos ocorre após a empresa ter anunciado, ainda no mês de junho, a garantia de exclusividade nas negociações para a aquisição dessas áreas exploratórias no país africano.

Sylvia Anjos, diretora de exploração e produção da estatal, celebrou o desfecho das negociações em declaração à imprensa, destacando que a empresa conseguiu assegurar todas as áreas desejadas no processo. A estratégia na região faz parte de um plano mais amplo da companhia voltado à diversificação e busca por novas oportunidades em nações do continente africano.

Além da Costa do Marfim, a petroleira tem direcionado atenções para outros territórios da região, como Gana, São Tomé e Príncipe, Namíbia e África do Sul. No ano anterior, a gestão da empresa já havia indicado a intenção de transformar o continente africano em sua principal zona exploratória fora do território brasileiro.

Segundo a companhia, a transação está plenamente alinhada à estratégia corporativa de renovação de portfólio e recomposição de reservas de hidrocarbonetos por meio de novas fronteiras. A iniciativa visa garantir a sustentabilidade de longo prazo dos negócios e gerar valor para os acionistas frente aos desafios futuros de produção.

Fonte: c-level.folha.uol.com.br

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