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Estudo da UFF investiga se movimentos captados por smartwatches revelam ansiedade

Pesquisadores do Instituto de Computação da UFF utilizam inteligência artificial e dados de acelerômetro de relógios inteligentes para analisar padrões de movimento e níveis de ansiedade no cotidiano.

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Estudo da UFF investiga se movimentos captados por smartwatches revelam ansiedade

Pesquisadores do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense (UFF) iniciaram investigações para compreender se os movimentos corporais captados por relógios inteligentes, os chamados smartwatches, podem auxiliar na identificação de diferentes níveis de ansiedade durante o cotidiano. O trabalho utiliza técnicas de inteligência artificial para examinar dados de movimento coletados de forma contínua.

A ansiedade persistente e intensa frequentemente se relaciona a transtornos que figuram entre os problemas de saúde mental mais comuns globalmente. Dados históricos da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontavam o Brasil com uma das maiores prevalências mundiais desse tipo de condição, atingindo milhões de pessoas no país.

O diferencial desta pesquisa reside na captação das informações em condições de vida livre. Em vez de submeter os voluntários a ambientes laboratoriais controlados — situação que pode alterar o comportamento humano espontâneo —, o estudo permitiu que os participantes utilizassem os dispositivos vestíveis ao longo de suas rotinas habituais de 24 horas.

A amostra analisada contou com 41 universitários voluntários, com idades variando entre 17 e 60 anos. Os níveis de ansiedade desses participantes foram previamente mensurados por meio de uma escala psicométrica conhecida como Inventário de Ansiedade Traço-Estado, a fim de estabelecer uma base comparativa para o modelo computacional.

Para processar as informações, a equipe aplicou redes neurais profundas, incluindo arquiteturas do tipo LSTM, voltadas para o tratamento de sequências temporais. Desse modo, o sistema consegue compreender que os movimentos humanos guardam relação mútua ao longo do tempo, interpretando o fluxo contínuo gerado pelo acelerômetro do relógio.

Apesar de apontar perspectivas animadoras para o acompanhamento comportamental a longo prazo, os autores destacam limitações importantes, como a ausência de participantes com níveis muito baixos de ansiedade na amostra inicial. Os cientistas ressaltam que a tecnologia não substitui o diagnóstico médico, mas serve como instrumento complementar de monitoramento.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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