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Lula faz campanha em SC, estado onde Bolsonaro teve 69% dos votos em 2022, e prega fim das bets

Em ato de campanha em Florianópolis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as apostas esportivas e alfinetou seu principal adversário na disputa.

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Lula faz campanha em SC, estado onde Bolsonaro teve 69% dos votos em 2022, e prega fim das bets

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, realizou neste sábado um ato de campanha em Santa Catarina, estado que registrou 69% dos votos para Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2022. O comício ocorreu em Florianópolis, capital catarinense, faltando apenas duas semanas para a realização do primeiro turno do pleito.

Durante o evento, que contou com um discurso da primeira-dama Janja da Silva no início, Lula centrou parte de suas críticas nas apostas esportivas conhecidas como bets. O presidente manifestou oposição à manutenção dessas plataformas e criticou uma carta assinada por times de futebol em defesa da autorização para apostas no país, rechaçando o argumento de que a proibição quebraria o esporte nacional.

Para o candidato à reeleição, o futebol brasileiro não deve buscar sobrevivência financeira à custa da população de menor renda. Em sua fala, Lula pontuou que o torcedor que já frequenta os estádios e apoia seu time não pode ser compelido a gastar com apostas para financiar as equipes, classificando a situação como incorreta.

O presidente revelou que tem refletido sobre o impacto dessa modalidade de entretenimento há cerca de dois meses, apontando que as bets figuram atualmente como um dos fatores determinantes para o endividamento das famílias brasileiras. Diante disso, declarou abertamente sua intenção de erradicar as apostas regulamentadas.

No campo político e eleitoral, Lula direcionou críticas ao seu adversário direto na disputa, Flávio Bolsonaro (PL), embora sem mencionar o nome do concorrente de forma explícita. O petista ironizou as propostas do opositor ao afirmar que a intenção alheia seria vencer o pleito para libertar o pai da prisão, enquanto a sua própria meta seria mantê-lo detido.

Atualmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena em regime de prisão domiciliar após condenação proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, acumulando pena de 27 anos e três meses. Por fim, Lula também defendeu que a Suprema Corte conduza apurações rigorosas sobre o Caso Master, exigindo transparência total perante a sociedade brasileira.

Fonte: g1.globo.com

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