Típico da Mata Atlântica, o manacá-da-serra (Pleroma mutabile) destaca-se por suas flores que mudam de cor ao longo dos dias. Elas iniciam a floração em tom branco, transicionam para nuances de rosa ou lilás e encerram o ciclo em violeta ou roxo.
Como ocorrem sucessivas floradas de forma simultânea, a copa da árvore exibe todas essas colorações ao mesmo tempo. Na natureza, o fenômeno costuma surgir entre o fim da primavera e o verão, embora possa acontecer no outono e no inverno conforme a região e as condições de cultivo.
Para quem dispõe de jardins compactos ou deseja cultivar em recipientes, a indicação é a variedade anã. Ela alcança de 1,5 a 2,5 metros de altura, mas ainda assim demanda vasos de grande porte, enquanto a espécie de tamanho normal pode atingir de 6 a 12 metros.
Bárbara Sales, bióloga especialista do Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), aponta que a planta exige ao menos cinco horas de sol direto diariamente para emitir botões e manter a intensidade das cores. Por essa razão, o cultivo interno não é recomendado, sendo ideal para varandas abertas e ensolaradas em apartamentos.
Em relação às regas, por habitar naturalmente encostas úmidas da Serra do Mar, a espécie prefere solos frescos e rejeita o encharcamento. O teste para saber o momento ideal de molhar consiste em tocar a terra; caso permaneça muito úmida, a rega deve ser adiada.
Para estimular a floração, a recomendação é utilizar a fórmula NPK 4-14-8 ou fertilizantes equivalentes de 45 a 60 dias antes da abertura dos botões, mantendo aplicações a cada 30 ou 45 dias até o encerramento do período. O solo também pode receber húmus de minhoca e farinha de ossos bimestralmente, suspendendo a adubação química após o término da floração.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
