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Som alto e funk com palavrão: Rua vira impasse entre feirantes e “festeiros” em Campo Grande

A Rua Barra Mansa, no Bairro Guanandi, foi palco de conflito neste domingo entre feirantes e um grupo que se recusou a liberar o espaço para montagem de barracas.

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Som alto e funk com palavrão: Rua vira impasse entre feirantes e “festeiros” em Campo Grande

A Rua Barra Mansa, localizada no Bairro Guanandi, transformou-se em um cenário de conflito na manhã deste domingo (20). O impasse ocorreu entre feirantes que trabalham no local e um grupo de pessoas que se recusou a desocupar a via pública para permitir a montagem de uma das barracas da tradicional feira livre.

A equipe de reportagem esteve no endereço e constatou a presença de uma caminhonete Saveiro estacionada de maneira diagonal bem no meio da rua. Ao redor do veículo, aglomeravam-se cerca de 15 pessoas, sendo que uma delas utilizava tornozeleira eletrônica.

O grupo mantinha um som automotivo em volume elevado, reproduzindo músicas do gênero funk com letras recheadas de palavrões e menções explícitas de cunho sexual. A situação gerou evidente constrangimento e incômodo entre os frequentadores da feira, especialmente em famílias que circulavam pelo local acompanhadas de crianças.

Trabalhadores da feira, que preferiram não se identificar por questão de segurança, relataram que a Polícia Militar foi acionada diversas vezes através de ligações de emergência, mas nenhuma viatura compareceu ao local para atender à ocorrência durante o impasse.

Segundo os relatos colhidos no local, o problema não é isolado e vem se repetindo sistematicamente. Os feirantes afirmam que a algazarra ocorre todos os domingos, com o grupo ocupando o espaço desde as 4h da manhã até por volta do meio-dia, o que prejudica o andamento das atividades comerciais.

Os comerciantes reclamam que a postura dos festeiros e o barulho excessivo acabam atrapalhando o trabalho de montagem e comercialização, além de afugentar a clientela que busca tranquilidade nas compras matinais. A reportagem buscou contato com a Polícia Militar para obter esclarecimentos sobre a falta de atendimento aos chamados, mas até o fechamento desta edição aguardava retorno.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano