Os planos de saúde regulamentados no Brasil passarão a ser obrigados a cobrir a colocação do DIU hormonal em pacientes diagnosticadas com endometriose que tenham contraindicação ou não tenham aderido ao tratamento convencional com anticoncepcionais orais combinados. A determinação, que integra a atualização do rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), passa a valer oficialmente a partir do dia 1º de outubro de 2026.
De acordo com a norma publicada pela ANS, a cobertura obrigatória abrangerá tanto o fornecimento do próprio dispositivo intrauterino hormonal quanto o procedimento médico necessário para a sua devida colocação. A regra busca atender especificamente mulheres que sofrem com a endometriose e que apresentam restrições médicas ao uso das pílulas combinadas tradicionais.
A endometriose é uma condição médica caracterizada pelo crescimento de um tecido semelhante ao revestimento do útero em outras regiões do corpo. A doença costuma provocar sintomas debilitantes, como cólicas menstruais intensas, dores durante as relações sexuais, alterações no funcionamento intestinal e dificuldades para engravidar. O uso do DIU hormonal auxilia diretamente na liberação de substâncias que atenuam o crescimento desse tecido e aliviam os desconfortos associados.
Além da medida voltada ao tratamento da endometriose, a resolução normativa da ANS ampliou o acesso a determinados medicamentos de alto custo na rede suplementar. Entre as inclusões, destaca-se o adalimumabe, que passa a ser obrigatório para crianças a partir de dois anos de idade e adolescentes diagnosticados com uveíte não infecciosa ativa, inflamação ocular severa que pode comprometer a visão.
Outro fármaco contemplado é o rituximabe, cuja cobertura obrigatória foi estendida para o tratamento de manutenção de pacientes acometidos por vasculite associada aos anticorpos ANCA, condição que gera inflamação nos vasos sanguíneos e pode afetar múltiplos órgãos. Já a anfotericina B lipossomal teve sua indicação ampliada para o tratamento ambulatorial da leishmaniose visceral, infecção que atinge órgãos vitais como o fígado, o baço e a medula óssea.
Por fim, o pacote de atualizações da agência reguladora incluiu a incorporação da elastografia hepática ultrassônica destinada a pacientes com colangite biliar primária que possuam suspeita ou confirmação de fibrose ou cirrose. O exame não invasivo permite avaliar a rigidez do fígado com precisão, facilitando o acompanhamento clínico da evolução da enfermidade.
Fonte: www.campograndenews.com.br
