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Toyota retoma fundição de motores em Porto Feliz após destruição por vendaval

Um ano após tempestade devastar unidade no interior paulista, Toyota volta a fundir blocos e cabeçotes de alumínio em estrutura parcialmente reconstruída.

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Toyota retoma fundição de motores em Porto Feliz após destruição por vendaval

Exatamente um ano após ser devastada por um vendaval severo, a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, no interior paulista, retomou parcialmente suas operações nesta terça-feira (22). A etapa de fundição de blocos e cabeçotes de alumínio voltou a funcionar na unidade, que atualmente se resume a um galpão imerso em canteiros de obras de reconstrução.

O desastre ocorreu no dia 22 de setembro de 2025, quando o fenômeno climático classificado como microexplosão atmosférica arrancou o telhado, entortou vigas metálicas e lançou placas ao vento. Segundo Gilberto Paulino Junior, diretor industrial da montadora no Brasil, o temporal iniciou-se por volta das 13h28, provocando a queda de energia e o acionamento dos protocolos de segurança para abrigar os funcionários minutos antes do desabamento.

Apesar da gravidade da ocorrência e dos danos estruturais expressivos — com o alumínio solidificando-se dentro dos fornos e mais de 800 equipamentos necessitando de remoção —, não houve registros de mortes, apenas feridos leves. A paralisação na unidade de Porto Feliz impactou diretamente a produção na fábrica de veículos de Sorocaba, exigindo o adiamento do lançamento do Yaris Cross e a importação de motorizações do Japão e da Indonésia temporariamente.

Para contornar o problema logístico e manter a produção, a empresa transferiu provisoriamente parte da montagem para um condomínio empresarial localizado a 11 km dali, onde robôs e aparelhos foram instalados com adaptações espaciais. A operação temporária permitiu a construção de dezenas de milhares de motores híbridos flex nos meses seguintes.

A nova fase iniciada agora na fábrica original ocorre em um espaço que representa apenas um sexto da área total, projetado com estruturas metálicas 45% mais resistentes. A estimativa da montadora é de que a recuperação completa de todas as instalações fabris ocorra somente em 2028, enquanto as equipes seguem divididas entre o galpão provisório e a unidade de Sorocaba, sem registro de demissões.

Diante da severidade do evento climático de 2025, a montadora japonesa implementou um comitê de monitoramento focado nas consequências do El Niño e em possíveis novos episódios extremos. A reconstrução atual leva em conta rigorosos padrões de segurança climática para blindar a infraestrutura contra intempéries futuras na região.

Fonte: c-level.folha.uol.com.br

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