A história da Guerra da Tríplice Aliança reserva episódios marcantes na região de fronteira, destacando momentos em que estratégias militares mudaram o rumo dos confrontos. Contrariando narrativas comuns, Corumbá não foi o primeiro alvo inicial das tropas guaranis de Solano López pelo rio Paraguai, visto que o Forte Coimbra enfrentou o primeiro embate de forma heroica.
No Forte Coimbra, o comandante Porto Carrero e sua centena de homens tentaram interceptar as forças do general paraguaio Barrios, que contava com cerca de quatro mil soldados. Com uma desvantagem numérica drástica de cem contra quatro mil, a manutenção do forte tornou-se insustentável, permitindo que a imensa tropa seguisse em direção a Corumbá.
Na época, Corumbá encontrava-se sem defesa militar efetiva. Os homens liderados pelo coronel Carlos Augusto de Oliveira abandonaram a população civil à própria sorte sem efetuar um único disparo, conduta que posteriormente resultou em punição para o oficial responsável.
Anos mais tarde, dois anos e meio após a entrega de Corumbá aos guaranis, uma tropa com mil homens partiu de Cuiabá em direção à região. Ao chegarem próximo ao destino, os soldados planejavam um ataque frontal contra a tropa guarani, sem saber que o contingente inimigo era de apenas trezentos homens.
Foi nesse cenário que o Capitão Quincó assumiu papel fundamental ao elaborar o planejamento tático do ataque. Aproveitando-se do fato de que os guaranis ainda não haviam concluído as obras de contenção, Quincó propôs surpreender o inimigo deslocando as forças brasileiras pelo lado oposto.
A ofensiva planejada por Quincó resultou em uma rápida vitória que durou poucas horas. O confronto foi marcado por perdas mínimas do lado brasileiro, registrando apenas nove baixas fatais, mas a figura do capitão acabou relegada ao esquecimento ao longo dos anos.
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