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Você dorme, mas seu coração descansa? Sono ruim pode cobrar preço alto

Noites mal dormidas sobrecarregam o sistema cardiovascular, mantêm o organismo em estado de alerta e estão associadas a um maior risco de infarto antes dos 40 anos.

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Você dorme, mas seu coração descansa? Sono ruim pode cobrar preço alto

Dormir mal não prejudica apenas o cérebro, mas também cobra um preço alto do coração. Uma das consequências de ter poucas horas de descanso ou de não atingir o estágio profundo do sono dia após dia é o aumento significativo no risco de infarto antes dos 40 anos, alertam especialistas da área médica.

Segundo o cardiologista Délcio Gonçalves da Silva Júnior, chefe do setor de Cardiologia do Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian) da UFMS e da rede HU Brasil, o corpo precisa desacelerar drasticamente durante a noite. O esperado é que ocorra a redução da frequência cardíaca, da pressão arterial, do ritmo respiratório, da temperatura da pele e da atividade do sistema digestivo para permitir que o organismo se recupere.

No entanto, quando o sistema nervoso permanece hiperestimulado, o corpo não desliga totalmente e passa a liberar hormônios da vigília, como a adrenalina e o cortisol. Isso faz com que o coração continue ativo além do necessário, mantendo a frequência cardíaca e a pressão arterial elevadas mesmo durante o repouso noturno.

A neurologista e professora da Uniderp, Aline Marques, aponta que um dos principais fatores que sabotam o descanso é o uso excessivo de telas, como TVs, computadores e celulares, até tarde da noite. A luz azul emitida por esses dispositivos confunde o cérebro sobre o momento correto de dormir, inibindo a produção de melatonina e prejudicando o ritmo circadiano.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 2000 e 2024, as internações por infarto em pessoas com menos de 40 anos cresceram 180% no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, os registros recentes na mesma faixa etária apontam oscilações, somando centenas de casos e dezenas de óbitos nos últimos anos, impulsionados também por estresse crônico, obesidade e sedentarismo.

Profissionais que lidam com estado de alerta constante, além de pessoas que sofrem com ronco frequente, enfrentam riscos ainda maiores. Especialistas reforçam que distúrbios do sono e o ronco estão diretamente ligados ao desenvolvimento de hipertensão, resistência à insulina, diabetes e quadros graves de infarto do miocárdio.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano