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Das latinhas na adolescência à magistratura, juiz conta caminho a estudantes

Juiz Luciano Pedro Beladelli visitou escola em Campo Grande pelo projeto Magistratura Vai à Escola e compartilhou trajetória de superação com os estudantes.

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Das latinhas na adolescência à magistratura, juiz conta caminho a estudantes

O juiz Luciano Pedro Beladelli retornou à região do Nova Lima, em Campo Grande, para participar do projeto Magistratura Vai à Escola na Escola Estadual Lino Vilachá. Vindo de Anastácio, onde atua atualmente, o magistrado percorreu cerca de 130 quilômetros para conversar diretamente com os estudantes da rede estadual de ensino.

Antes de alcançar a carreira na Justiça, Beladelli trabalhou durante dez anos como oficial de Justiça na mesma região que visitou na última quinta-feira (24). A passagem pelo bairro despertou memórias marcantes de sua trajetória profissional e pessoal na capital sul-mato-grossense.

Durante o encontro com os jovens, o magistrado compartilhou detalhes de suas origens e das dificuldades enfrentadas na juventude. Ele relatou que trabalhou como frentista e chegou a juntar latinhas para ajudar no sustento de casa, desmistificando a ideia de que o sucesso em cargos públicos acontece sem esforço.

Para conquistar a vaga na magistratura, onde atua há 15 anos, o juiz precisou estudar intensamente por uma década e prestar um total de 21 concursos públicos. O relato serviu como incentivo para que os alunos compreendam que as barreiras iniciais não determinam o limite de suas trajetórias.

Além de sua história pessoal, a conversa com os estudantes enveredou pelo funcionamento do Poder Judiciário. Questionado sobre a baixa representatividade feminina nos tribunais, Beladelli apontou o cenário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que conta com apenas três desembargadoras em um universo de 35 integrantes.

O magistrado explicou aos alunos que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adotou medidas recentes para corrigir essa assimetria. Por meio da Resolução nº 525/2023, foram estabelecidas regras de alternância entre editais de promoção abertos e editais exclusivos para mulheres, visando ampliar a presença feminina nas instâncias superiores.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano