O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um alerta na cor vermelha, indicando grande perigo, para uma onda de calor intensa que afetará diferentes regiões do país a partir deste sábado (26). A projeção técnica indica que, até a próxima quarta-feira (30), um grupo de oito estados brasileiros poderá registrar marcas térmicas superiores a 40 graus Celsius (ºC).
De acordo com as diretrizes do órgão meteorológico, a configuração de uma onda de calor exige a persistência de temperaturas que fiquem ao menos 5ºC acima da média histórica das máximas locais por um período mínimo de cinco dias consecutivos. Isso significa que regiões com médias mais baixas podem sofrer o impacto do fenômeno ao repetirem patamares elevados por vários dias seguidos.
Entre as unidades da Federação que estão integralmente contempladas pelo aviso de perigo encontram-se Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Além disso, áreas específicas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso também entram no escopo do alerta, abrangendo importantes centros urbanos como a capital fluminense e Cuiabá.
Mesmo em localidades onde os critérios estritos para a caracterização oficial da onda de calor não sejam totalmente preenchidos, a população de estados como Tocantins, Distrito Federal, Bahia e Espírito Santo deve se preparar para enfrentar dias de calor bastante acentuado. O fenômeno já vinha provocando marcas acima dos 40ºC em dezesseis localidades monitoradas desde a última quinta-feira (24).
A evolução da massa de ar quente mostra que o pico das temperaturas atingirá áreas pantaneiras de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já no sábado. Nos dias seguintes, o calor extremo se espalhará progressivamente por novas regiões, alcançando cidades do interior paulista, do Triângulo Mineiro e de estados do Centro-Oeste e do Norte.
A trégua para o cenário de calor extremo está prevista para o meio da semana, quando o avanço de uma nova frente fria em direção à Região Sul deverá provocar a queda gradual dos termômetros nessas áreas, embora o calor intenso ainda persista em outros pontos do território nacional.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
