Moradores do Jardim Noroeste, em Campo Grande, estão enfrentando sérios transtornos devido aos danos causados por máquinas e veículos pesados nas ruas da região. A reclamação principal envolve a passagem de uma patrola da empresa Funchal Construção e Serviços pelas vias Evaristo da Veiga, Jordão e Era Atômica.
De acordo com relatos de moradores locais, a empresa utiliza a área para garantir o acesso de caminhões, guinchos e outros veículos pesados até o seu pátio de estacionamento e guarda de frotas. No entanto, a frequência desse tráfego em ruas que não possuem pavimentação asfáltica tem gerado sulcos profundos e buracos extensos.
A faxineira Geiza Souza, de 40 anos, moradora da região há quase duas décadas, relatou que a situação se agravou nas últimas semanas. Segundo ela, a via fica intransitável e o problema já provocou até mesmo acidentes, como uma queda de moto que ela própria sofreu no local.
Após novos danos causados na quarta-feira, Geiza foi até a sede da empresa para cobrar providências e pedir a colocação de cascalho na via danificada. De acordo com a moradora, os funcionários responderam que não poderiam realizar a pavimentação necessária, afirmando que nada podiam fazer.
Nesta sexta-feira, a empresa realizou um serviço de nivelamento para cobrir os buracos abertos pela movimentação das máquinas. Contudo, os moradores avaliam que a intervenção serviu apenas para mascarar temporariamente os estragos, sem oferecer uma solução definitiva para a buraqueira.
A preocupação principal da comunidade é com a chegada do período de chuvas, quando a terra batida se mistura com a água e transforma os buracos em verdadeiros poços de lama. Os moradores reforçam que, além de dificultar o tráfego de veículos, a buraqueira impede o trânsito seguro de pedestres.
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos esclareceu que a empresa citada pelos moradores não possui contrato para prestar serviços de manutenção em vias não pavimentadas na cidade. A Funchal Empresa de Construção e Serviços também foi contatada para comentar o caso, mas não enviou resposta até o fechamento da reportagem.
Fonte: www.campograndenews.com.br
