A lua cheia surgiu com uma tonalidade alaranjada no horizonte de Campo Grande no fim da tarde deste sábado (26) e permanecerá visível durante praticamente toda a madrugada. O satélite natural nasceu às 17h45 e foi registrado minutos depois por moradores a partir de diferentes pontos da cidade, apresentando cores intensas enquanto se elevava.
O registro fotográfico inicial foi feito no bairro São Francisco justamente no período em que a posição da Lua próxima ao horizonte favorece os tons amarelos e avermelhados. Esse efeito visual ocorre porque a luz refletida pelo satélite precisa percorrer uma camada maior da atmosfera terrestre antes de alcançar os olhos de quem observa da superfície.
Além do espetáculo visual da Lua, a noite de sábado reserva outro ponto de interesse astronômico. Segundo informações da Nasa, o planeta Saturno aparece próximo ao satélite e pode ser identificado facilmente a olho nu como um ponto luminoso. Netuno também integra a configuração celeste da noite, embora exija o uso de binóculos ou telescópios devido ao seu brilho mais fraco.
Esta é a décima vez que a lua atinge a fase cheia no ano de 2026. Conforme os dados astronômicos, o ponto exato da lua cheia ocorreu às 12h49 no horário de Mato Grosso do Sul, momento em que o astro ainda estava abaixo do horizonte da capital sul-mato-grossense. O fenômeno celeste deve permanecer visível por pouco mais de 12 horas, com ocaso previsto para as 5h deste domingo (27).
Tradicionalmente, a lua cheia deste período também é conhecida como a Lua da Colheita. A denominação popular é historicamente associada à lua cheia mais próxima do equinócio de setembro no Hemisfério Norte, época em que a claridade estendida no início da noite auxiliava os agricultores no prolongamento dos trabalhos agrícolas.
Para os moradores interessados em observar o fenômeno com maior proximidade, o Planetário da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) organizou uma programação especial gratuita em Campo Grande. O Clube de Astronomia Carl Sagan promove atividades com o uso de telescópios para contemplação da Lua, de Saturno, de Vênus e de constelações, além de sessões imersivas e experimentos científicos.
Fonte: www.campograndenews.com.br
