O banco digital britânico Monzo entrou em negociações preliminares com a controladora do Nubank, a Nu Holdings, para discutir uma possível associação. A transação em estudo pode avaliar a instituição sediada em Londres em valores que oscilam entre 8 bilhões e 10 bilhões de libras esterlinas.
De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, uma eventual aquisição seria estruturada por meio de uma combinação de recursos financeiros em dinheiro e ações. As conversas ocorrem em um cenário de intensificação da expansão internacional do Nubank, maior fintech da América Latina.
Além da proposta de compra pelo grupo brasileiro, o Monzo também avaliava outras alternativas estratégicas para impulsionar seu crescimento. Entre as opções consideradas estavam a venda de uma participação societária significativa de até 15% para gestoras de private equity ou a realização de uma rodada tradicional de captação de recursos nos moldes de capital de risco.
As tratativas com o Nubank representam um momento de transição importante para o banco britânico, que é assessorado pelo Morgan Stanley e pelo banco de tecnologia Qatalyst. No ano passado, a instituição passou por turbulências internas com pressões de grandes investidores e a substituição em sua liderança executiva, tendo Diana Layfield assumido o cargo de presidente-executiva em fevereiro.
Sob a nova gestão, o Monzo encerrou suas operações nos Estados Unidos para direcionar esforços ao mercado europeu, introduzindo serviços na Irlanda e na Espanha. O banco encerrou o ano fiscal com lucro antes de impostos expressivo e forte alta na receita, embora continue enfrentando a concorrência de rivais de grande porte no Reino Unido.
Para o Nubank, uma aquisição bem-sucedida ampliaria de forma drástica sua presença global e representaria um revés para a Bolsa de Valores de Londres, que historicamente nutria expectativas de uma abertura de capital da fintech britânica. O negócio segue em análise e nenhuma das partes envolvidas emitiu confirmação definitiva sobre os desdobramentos das conversas.
Fonte: c-level.folha.uol.com.br
