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Policiais de SP podem ter conexão com esquema de desvio de drogas de MS

Investigação da Operação Infiltrados, do Gaeco, aponta que traficante de Mato Grosso do Sul mantinha articulação com agentes paulistas para desvio de entorpecentes.

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Policiais de SP podem ter conexão com esquema de desvio de drogas de MS

A Operação Infiltrados, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), revelou que o suposto esquema de desvio de drogas apreendidas por policiais em Mato Grosso do Sul pode ter conexões diretas com agentes do estado de São Paulo.

De acordo com o Ministério Público, Lucas da Silva dos Santos, conhecido como “LK”, seria o elo central entre traficantes e servidores públicos corrompidos. A investigação aponta que ele fornecia informações privilegiadas sobre carregamentos que seriam interceptados, negociava percentuais de entorpecentes desviados e administrava a comercialização do material que retornava ao mercado ilegal.

Durante a análise de uma apreensão realizada em maio de 2025 pelo policiamento paulista em Regente Feijó (SP), investigadores encontraram no celular de Lucas vídeos enviados via WhatsApp no mesmo dia da ocorrência. Os arquivos mostravam um militar separando tabletes de maconha que somaram 601 kg. O fato levantou suspeitas sobre a rapidez com que o suspeito foi informado sobre a operação.

O transporte da carga havia sido planejado por LK junto a Maicon Igo Barbosa Moreira, o “Gordinho”, apontado como líder de uma organização criminosa investigada na Operação Traquetos. O caminhão interceptado pertencia a Maicon e o material negociado inicialmente era cocaína, embora a apreensão oficial tenha registrado apenas maconha.

Diálogos recuperados entre Lucas e Eberthe Batista de Almeida, outro integrante do grupo, sugerem que a cocaína transportada pode ter sido liberada enquanto apenas a maconha foi apreendida. O plano da organização envolvia abordar veículos, reter a maior parte da droga e apresentar uma parcela menor à delegacia, utilizando até mesmo materiais falsos para simular uma apreensão regular.

As apurações que resultaram na Operação Infiltrados tiveram início em outubro de 2025 a partir de descobertas de outras frentes investigativas. A ação mobilizou equipes em Campo Grande, Dourados e Terenos para o cumprimento de dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão.

A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) informou que os servidores afastados em decorrência das investigações responderão a processos administrativos disciplinares na Corregedoria, podendo sofrer sanções como a demissão do serviço público, de forma independente dos desdobramentos na esfera penal.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano