Últimas notícias
BRASIL

Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar nas eleições de 2026

Tribunal Superior Eleitoral aponta que 918.876 eleitores em 134 países estão aptos a participar do pleito para presidente e vice-presidente.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar nas eleições de 2026

Um contingente de quase 1 milhão de cidadãos brasileiros com domicílio eleitoral fora do país está apto a exercer o direito ao voto nas eleições de 2026. Conforme os dados oficializados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o total alcança exatos 918.876 eleitores distribuídos por 134 nações, o que representa pouco mais de 0,5% do universo total de aproximadamente 158,7 milhões de votantes em todo o território nacional.

De acordo com a legislação vigente, os brasileiros residentes no exterior participam do processo eleitoral exclusivamente para a escolha dos cargos de presidente e vice-presidente da República. O avanço na participação internacional tem sido contínuo ao longo dos anos, registrando um crescimento expressivo de 358% no período compreendido entre 2010 e 2026.

Para viabilizar a votação além das fronteiras nacionais, o TSE informou que serão estruturadas seções eleitorais em 186 cidades estrangeiras. Esses locais de votação funcionarão prioritariamente em repartições diplomáticas, a exemplo de consulados e embaixadas, mas também poderão ocupar espaços alternativos como escolas e hotéis para atender à demanda da comunidade brasileira.

O mapeamento estatístico divulgado pela Justiça Eleitoral evidencia que as cinco nações com a maior concentração de eleitores do Brasil são os Estados Unidos, com 265,4 mil cadastrados, seguidos por Portugal com 134,7 mil, Japão com 88,3 mil, Canadá com 46,4 mil e a Alemanha, que contabiliza 41,5 mil votantes habilitados.

Em relação ao perfil demográfico desse eleitorado no exterior, as mulheres representam a maioria com 57%, enquanto os homens somam 43%. No quesito estado civil, os solteiros constituem 52% do total, seguidos por casados (42%), divorciados (6%) e viúvos (1%). O cadastro também aponta a presença de 6.614 pessoas com deficiência entre os votantes internacionais.

No aspecto educacional e etário, o perfil revela que 38% dos residentes no exterior possuem ensino superior completo, sobressaindo-se como o maior nível de instrução, enquanto o grupo etário mais representativo concentra-se na faixa entre 40 e 44 anos de idade, seguido pelas faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.

Fonte: tnonline.uol.com.br

Escrito por

admin