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Até celular que não liga tem preço e mercado paga por aparelhos quebrados

Celulares quebrados e esquecidos em gavetas podem ser recuperados, desmontados para separação de peças ou vendidos como sucata com preços que variam de R$ 3 a R$ 300.

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Até celular que não liga tem preço e mercado paga por aparelhos quebrados

Celulares quebrados e muitas vezes esquecidos na gaveta podem ser recuperados ou transformados em fonte de renda. Os valores pagos variam de R$ 10 a R$ 300, conforme apurou a reportagem, e nas redes sociais não faltam anúncios de compradores interessados em aparelhos danificados.

Marcelo Souza, reciclador de eletrônicos e proprietário de empresa do setor, aponta que esse mercado ganhou impulso durante a pandemia de covid-19. Com a escassez de peças novas nas indústrias, o modelo de logística reversa se fortaleceu, impulsionando a compra de aparelhos usados para reciclagem e reaproveitamento.

Quando o telefone não dá nenhum sinal de funcionamento e o conserto não compensa, ele passa a ser tratado como sucata eletrônica. Nesses casos, a comercialização costuma ser feita por peso, com valores que variam entre R$ 20 e R$ 30 o quilo, o que pode render de R$ 3 a R$ 5 por unidade para um aparelho de 100 a 200 gramas.

O cenário muda quando o equipamento ainda apresenta algum sinal de vida. Aparelhos com tela quebrada, mas que reagem ao carregador, podem ter placas restauradas ou componentes trocados. Modelos antigos em tal situação podem valer entre R$ 20 e R$ 40, enquanto os mais modernos alcançam preços superiores.

A prática exige cuidados com a procedência e a segurança. Anúncios em plataformas digitais frequentemente exigem que o vendedor informe a senha de acesso e permitem fechar o preço apenas após uma avaliação presencial do estado de conservação e do valor de revenda.

Além do retorno econômico, o reaproveitamento de eletrônicos protege o meio ambiente. O descarte adequado impede que componentes perigosos, como as baterias que possuem alto potencial de contaminação, acabem parando na natureza junto ao lixo comum.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano