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Réu por atirar vítima em precipício para esconder golpe vai a júri 6 anos depois

Leandro Pereira Florenciano irá a júri popular pelo assassinato de Gleison da Silva Abreu, encontrado morto na Cachoeira do Inferninho em 2020.

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Réu por atirar vítima em precipício para esconder golpe vai a júri 6 anos depois

Mais de seis anos após a morte de Gleison da Silva Abreu, de 25 anos, cujo corpo foi localizado entre as pedras da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, o réu Leandro Pereira Florenciano irá a júri popular. De acordo com a acusação, o suspeito lançou o jovem de um precipício de aproximadamente 28 metros para acobertar um esquema de falsos investimentos.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) informou que a Justiça manteve a realização do julgamento após rejeitar um recurso apresentado pela defesa do acusado. A defesa, por sua vez, nega a autoria do homicídio. Inicialmente agendada para setembro, a sessão precisou ser adiada a pedido da defesa e ainda aguarda a remarcação de uma nova data.

O desaparecimento de Gleison ocorreu em 30 de abril de 2020, quando ele saiu de casa pilotando uma motocicleta e foi visto conversando com dois homens durante a tarde. No dia seguinte, praticantes de rapel encontraram o corpo na cachoeira, situada na saída para Rochedo, sem a presença da motocicleta.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Leandro atraía a vítima com a promessa de lucros elevados em investimentos. Gleison havia aplicado R$ 16 mil no negócio e aguardava o retorno financeiro entre o final de abril e o início de maio daquele ano. A proximidade da data de cobrança teria motivado o crime, executado com o auxílio de um comparsa não identificado.

O órgão ministerial imputa a Leandro homicídio duplamente qualificado, destacando a impossibilidade de defesa da vítima, que foi arremessada do despenhadeiro, e o objetivo de assegurar a impunidade da fraude financeira, retendo os lucros obtidos. Dados de localização também foram utilizados pela acusação para contestar a versão de Leandro de que estaria viajando para Várzea Grande, no Mato Grosso, no dia do crime.

Outros envolvidos também responderam no processo. Agnaldo Freire de Mariz e Leonardo Kammer da Silva, o “Léo do Pastel”, foram denunciados por favorecimento pessoal por ajudarem a desmontar e ocultar a motocicleta da vítima, sendo que Leonardo faleceu em julho do ano passado.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano