Faltam poucos dias para a decisão nas urnas. Quem observou de perto a evolução dos últimos oito anos percebe uma sociedade exausta, apática e resignada. O entusiasmo que antes eletrizava multidões se evaporou com o tempo.
A incipiente divisão social que dominava este povo conciliador se transformou em uma polarização em toda regra, dividindo o país em dois Brasis. O pêndulo do poder oscila entre petismo e anti-petismo, enquanto a vida prática da população não melhora substancialmente.
Muitos eleitores acabam votando contra um candidato e não a favor de outro, refletindo a falta de alternativas de um novo país. As pesquisas eleitorais mostram cenários de empate, mas o clima nas ruas indica a pujança e o avanço do bolsonarismo.
Analistas apontam que o movimento tem chances reais de ocupar espaços expressivos no cenário político, com reflexos nas disputas para o Executivo e o Legislativo, além de impactar governos estaduais e bancadas parlamentares por todo o país.
No âmbito estadual, o cenário político também é marcado pela calmaria e pela falta de forte oposição nas ruas. Candidatos da oposição aparecem de forma tímida, enquanto a disputa caminha para definições rápidas nas urnas.
A avaliação do pleito reforça o clima de monotonia em algumas regiões, onde o atual governador joga de forma estática e sem gastar energia, com a principal dúvida girando em torno da definição da disputa logo no primeiro turno.
Fonte: www.campograndenews.com.br
