A partir desta quinta-feira, os Estados Unidos iniciam a ampliação da análise de redes sociais para solicitantes de vistos, impondo a exigência de que candidatos de três novas categorias mantenham seus perfis públicos e abertos. Entre os grupos alcançados pela determinação estão os jornalistas estrangeiros que buscam autorização de trabalho no território norte-americano.
A nova diretriz afeta diretamente os portadores do visto tipo I, voltado para representantes de órgãos de imprensa internacionais, além dos vistos TN e TD, direcionados a determinados profissionais do Canadá e do México amparados pelo acordo comercial USMCA, junto com seus respectivos dependentes. As orientações oficiais foram formalizadas pelo Departamento de Estado em meados de setembro.
De acordo com as autoridades norte-americanas, a medida obriga os postulantes a configurarem todas as contas em redes sociais no modo público. O objetivo é conferir agilidade e eficácia à verificação de identidade e à checagem de elegibilidade para a admissão no país. Em manifestação recente, o consulado dos EUA em São Paulo reforçou a diretriz ao pontuar que cada autorização de visto constitui uma decisão ligada à segurança nacional.
O Departamento de Estado justificou que recorre a todas as fontes informativas acessíveis para examinar os pedidos e barrar indivíduos que possam representar riscos à segurança pública ou nacional. A verificação detalhada também busca assegurar que os candidatos cumpram rigorosamente as exigências regulatórias do visto pretendido e tenham a real intenção de respeitar as normas vigentes de entrada.
Essa alteração regulatória expande uma política de escrutínio digital que já vinha sendo aplicada a outras modalidades de visto, como estudantes, intercambistas, trabalhadores temporários e religiosos. Historicamente, solicitantes já precisavam declarar os nomes de usuário utilizados nas plataformas digitais ao longo dos cinco anos anteriores ao pedido.
Medidas semelhantes haviam sido intensificadas anteriormente, quando o governo determinou avaliações rigorosas da presença online para identificar manifestações consideradas hostis aos princípios fundamentais, ao governo ou à cultura dos Estados Unidos. Com a nova fase, a exigência de perfis abertos consolida o controle estrito sobre o histórico digital de estrangeiros que pretendem ingressar no país.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
