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Poluição por ozônio afeta quase 40% da população mundial em 2026

Um novo estudo climático global divulgado pelo serviço Copernicus aponta que cerca de 40% da população mundial enfrenta níveis críticos de ozônio troposférico combinados com calor extremo neste ano.

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Poluição por ozônio afeta quase 40% da população mundial em 2026

Quase 40% da população global está sendo submetida neste ano a uma perigosa combinação de calor extremo e poluição atmosférica caracterizada pela alta concentração de ozônio. Trata-se do ozônio presente na troposfera, a camada mais baixa da atmosfera onde vivemos, diferenciando-se daquele localizado na estratosfera, que atua na proteção do planeta contra os raios ultravioleta.

Nesse nível inferior, o composto atua como um poluente secundário. Embora receba menos destaque público do que os gases de efeito estufa ou as partículas suspensas típicas de grandes centros urbanos, o problema transcende fronteiras territoriais, conforme aponta um abrangente estudo sobre o clima global publicado recentemente.

Dados do serviço Copernicus, da União Europeia, indicam que a situação é particularmente grave na Ásia. Na região, 53% dos habitantes convivem com concentrações críticas de ozônio que superam o patamar de 110 µg/m³. Em contrapartida, a Oceania registra os cenários mais amenos em termos de qualidade do ar.

Especialistas explicam que a intensa exposição decorre de emissões poluentes em zonas densamente povoadas, somadas a fatores meteorológicos e peculiaridades geográficas. Apenas áreas isoladas, como o planalto tibetano protegido por barreiras montanhosas, conseguem escapar dos índices mais elevados de poluição.

No contexto sul-americano, o cenário geral é considerado relativamente favorável, muito embora o Rio de Janeiro figure entre as metrópoles mais afetadas pelos índices críticos de ozônio neste ano. Um ponto positivo destacado para o Brasil foi a redução expressiva nas emissões geradas por queimadas em comparação a períodos anteriores.

O ozônio troposférico surge por meio de reações fotoquímicas complexas envolvendo poluentes precursores, a exemplo do dióxido de nitrogênio originado de veículos e da combustão industrial, além de compostos orgânicos voláteis. A incidência solar direta e as altas temperaturas potencializam essas reações químicas, ligando diretamente o problema às mudanças climáticas globais.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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