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Saneamento básico: apenas 20% dos principais candidatos apresentam planos abrangentes, aponta estudo

Levantamento do Instituto Trata Brasil com 62 candidatos a governos estaduais mostra que poucos possuem propostas completas para o setor.

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Saneamento básico: apenas 20% dos principais candidatos apresentam planos abrangentes, aponta estudo

Um levantamento recente conduzido pelo Instituto Trata Brasil avaliou os planos de governo de 62 principais candidatos aos governos estaduais e revelou que somente 13 deles contam com propostas abrangentes para o setor de saneamento básico. A pesquisa considerou os concorrentes com maior probabilidade de vitória ou de disputarem o segundo turno, com base em sondagens de intenção de voto divulgadas entre o final de agosto e o início de setembro.

A organização não governamental, focada na conscientização sobre a importância do saneamento, estruturou sua análise em cima de quatro eixos fundamentais dessa política pública: planejamento, regionalização e coordenação para a universalização; viabilização de aportes financeiros e superação de entraves; governança e regulação do saneamento; e o estabelecimento de metas tangíveis e claras.

Com base nesses critérios, os planos foram classificados em níveis conforme a profundidade com que abordavam os eixos. A categoria ‘ausente’ indicava que o tema não era citado; ‘superficial’ quando apenas um eixo era contemplado; ‘transversal’ para dois ou três eixos desenvolvidos; e ‘abrangente’ quando o programa contemplava todos os quatro pilares exigidos pelo estudo.

Os dados demonstraram que, embora todos os 62 políticos tenham mencionado o assunto de alguma forma, apenas 13 englobaram os quatro aspectos essenciais. Houve cinco propostas consideradas superficiais e 44 classificadas como transversais, sendo 15 com foco em dois eixos e 29 com três. Luana Pretto, presidente executiva da instituição, destacou que o tema ganhou maior visibilidade em comparação ao pleito de quatro anos atrás, mas ainda carece de maior profundidade estratégica.

Entre as pautas específicas mais recorrentes nos documentos analisados, a universalização lidera com 87% de menções, seguida por drenagem (76%), saneamento rural (66%), investimentos (58%), regionalização (45%), atendimento a populações vulneráveis (35%), regulação (32%), metas tangíveis (26%) e governança de dados (24%). A especialista alertou para a discrepância entre falar em universalização e de fato assumir compromissos numéricos formais.

O instituto também demonstrou preocupação com estados que apresentam indicadores deficitários na área, a exemplo de Acre, Maranhão e Amazonas, onde alguns concorrentes sequer mencionam o tema em suas diretrizes. Para os especialistas, a falta de compromissos firmes em regiões críticas coloca em risco o cumprimento das metas estipuladas para o saneamento básico no país nos próximos anos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano