Uma operação conjunta realizada na manhã desta quarta-feira (30), envolvendo a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), cumpriu três mandados de busca e apreensão no município de Nova Andradina, localizado a 298 quilômetros de Campo Grande. Os alvos da ação foram a creche particular Espaço Kids Tia Lu, a residência da proprietária do estabelecimento e a casa de uma funcionária.
As investigações foram iniciadas após denúncias e relatos apresentados por mães e ex-funcionárias do espaço. Entre as acusações apuradas pelas autoridades estão supostas agressões físicas, aplicação de castigos severos e desrespeito às condições básicas de segurança e cuidado com os menores atendidos no local.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes policiais e os promotores apreenderam dispositivos eletrônicos, fichas de crianças e diversos documentos. Todo o material recolhido passará por perícia técnica para subsidiar o inquérito policial que tramita na Delegacia de Polícia Civil do município.
Imagens e relatos que chegaram ao conhecimento das autoridades mostram crianças dormindo sobre placas de EVA no chão, além de estruturas com desgaste em berços, pisos e paredes, e utensílios infantis armazenados próximos a produtos de limpeza. Mensagens compartilhadas também relataram situações como puxões de cabelo, tapas na cabeça, banhos com água gelada e crianças forçadas a comer até vomitar.
Na semana anterior, a Polícia Militar e o Conselho Tutelar já haviam estado no endereço para averiguar as denúncias iniciais, momento em que o local passou por perícia. O caso também passou a ser acompanhado por uma comissão da Câmara Municipal de Nova Andradina, que formalizou pedidos de informações sobre a fiscalização e o funcionamento da creche.
A Justiça determinou a suspensão total das atividades do estabelecimento e das investigadas. A Prefeitura de Nova Andradina esclareceu que a instituição é de natureza particular, sem qualquer vínculo com a Administração Municipal ou com a Rede Municipal de Ensino, funcionando como um espaço de permanência temporária contratado diretamente pelas famílias.
Fonte: www.campograndenews.com.br
