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E se “Todo Mundo Odeia o Chris” se passasse em Mato Grosso do Sul?

Vídeos criados com inteligência artificial transformam o cotidiano de Maracaju e o universo da famosa série de TV em humor regional.

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E se “Todo Mundo Odeia o Chris” se passasse em Mato Grosso do Sul?

Imagine se o personagem Chris, da famosa série norte-americana ‘Todo Mundo Odeia o Chris’, morasse em Maracaju, no interior de Mato Grosso do Sul? Em vez de enfrentar os conhecidos perrengues da família Rock no Brooklyn, ele teria que lidar com a febre das motinhas elétricas, dar um pulinho em Pedro Juan Caballero e até tentar encontrar uma namorada na Vila Juquita. Essa é a premissa divertida trazida pelo projeto ‘Cris do MS’.

A ideia inovadora é do criador de conteúdo Eduardo Henrique, dono da página Maracaju Mil Grau. Utilizando ferramentas de inteligência artificial, ele recria o universo do seriado com situações e figuras típicas do cotidiano sul-matogrossense. A narração característica que marcou a produção original serve de pano de fundo para misturar referências locais e críticas bem-humoradas.

O primeiro episódio nasceu da observação sobre a febre das motinhas elétricas na cidade. Na trama adaptada, Cris percebe que todos possuem o veículo, exceto ele. Para juntar dinheiro e comprar a sua, decide trabalhar em uma campanha política durante o ano eleitoral. Com o valor acumulado, o protagonista viaja até Pedro Juan Caballero em busca de uma opção mais barata, encontrando vendedores de chipa e situações de fronteira.

De volta a Maracaju e já motorizado, o personagem inicia a busca por uma namorada na Vila Juquita, onde conhece Talita, figura inserida para aproximar ainda mais a narrativa do público local. Além disso, o calor típico da região é amenizado com o tradicional tereré, enquanto problemas cotidianos, como a falta de energia elétrica em dias quentes, também viram roteiro de comédia.

Apesar da aparência descontraída do resultado final, a produção exige investimento de tempo, criatividade e recursos financeiros por parte de Eduardo. Cada vídeo de um minuto demanda um gasto médio de R$ 600 em ferramentas de inteligência artificial, além do trabalho autoral de elaboração de comandos, roteiro, edição, trilha sonora e narração.

Dono da página criada em 2021, que já passou por percalços com o banimento de contas anteriores, o criador agora comemora a retomada e o crescimento da audiência com os vídeos do Cris. Para o futuro próximo, Eduardo já planeja expandir o universo do personagem para a capital do Estado, prometendo uma nova produção em parceria com a página Campo Grande Mil Grau.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano