O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte volatilidade nesta quinta-feira (1º), com a moeda norte-americana encerrando a sessão em alta expressiva de quase 1% em relação ao real. O movimento de valorização da divisa dos Estados Unidos ocorreu impulsionado por um ambiente global de aversão ao risco, intensificado pelas crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo avanço expressivo nas cotações internacionais do petróleo.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,224, o que representa um acréscimo de 0,97% no dia. Ao longo da sessão, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,169, registrada nas primeiras horas da manhã, e a máxima de R$ 5,240, alcançada durante a tarde. Apesar do resultado altista da data, a divisa ainda acumula perdas no acumulado do ano.
O comportamento do câmbio no Brasil refletiu uma tendência global de fortalecimento da moeda americana. O índice DXY, que compara o desempenho do dólar frente a uma cesta composta por seis moedas fortes, avançou 0,58% e atingiu patamares elevados. Especialistas apontam que a busca por ativos considerados mais defensivos cresceu consideravelmente devido aos reflexos econômicos potenciais de conflitos armados internacionais.
Paralelamente, o mercado de commodities teve um dia de forte pressão inflacionária com o encarecimento do petróleo. O barril do tipo Brent, referência internacional, disparou 4,37% e fechou cotado a US$ 102,31. Já o petróleo WTI, negociado no mercado norte-americano, encerrou com avanço de 2,71%, cotado a US$ 92,87 por barril, impulsionado por notícias sobre movimentações militares e incertezas quanto à oferta global de combustíveis.
Na contramão da cautela internacional e da proximidade do primeiro turno das eleições no país, a bolsa de valores brasileira fechou o dia no azul. O Ibovespa avançou 0,46%, alcançando 187.197,46 pontos. O principal índice da B3 foi sustentado primordialmente pelo desempenho positivo das ações da Petrobras, que se beneficiaram diretamente do salto nos preços do petróleo no mercado externo.
O volume financeiro movimentado na bolsa alcançou cifras expressivas, demonstrando a movimentação dos investidores mesmo diante da cautela com o cenário político interno e externo. Analistas ressaltam que o comportamento dos mercados continuará sensível aos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e às próximas sinalizações de bancos centrais sobre inflação e taxas de juros.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
