Uma análise recente realizada pela HypeAuditor, empresa especializada no monitoramento de campanhas de influência, revelou um contraste significativo entre o tamanho da base de seguidores e o nível de engajamento digital de importantes figuras políticas do país.
De acordo com os dados coletados em 23 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui uma audiência global 2,4 vezes maior que a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No entanto, os conteúdos publicados pelo parlamentar apresentam um alcance expressivamente superior em plataformas específicas, como o TikTok, onde seus vídeos registram uma média de visualizações 4,7 vezes maior.
O levantamento levou em consideração publicações feitas nos 30 dias anteriores por criadores de conteúdo monitorados pela ferramenta, englobando menções, hashtags ou os nomes diretos dos candidatos envolvidos na análise.
No Instagram, a diferença de interação também se destaca. Cada postagem de Flávio Bolsonaro atrai, em média, cerca de 150 mil curtidas e 10 mil comentários. Em contrapartida, o perfil oficial do presidente Lula acumula médias de aproximadamente 50 mil curtidas e 4.300 comentários por publicação, apesar de contar com uma base de 15,2 milhões de seguidores na plataforma — o que representa 3,5 milhões a mais que o senador.
A pesquisa detalhou ainda o volume de menções recebidas por outros candidatos avaliados no mesmo período. Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, conta com 3,56 milhões de seguidores no Instagram, mas obteve apenas 67 menções nos trinta dias analisados, configurando o menor índice entre os seis políticos observados.
Na liderança de menções ficou Flávio Bolsonaro, com 2.490 citações, seguido de perto por Lula, com 2.229. A lista prossegue com Augusto Cury (Avante), que registrou 929 menções, Renan Santos (Missão), com 414, e Ronaldo Caiado (PSD), que alcançou 222 citações no período monitorado.
Por fim, a auditoria chamou a atenção para a existência de perfis não verificados que utilizam o nome de Flávio Bolsonaro, somando cerca de 3,9 milhões de seguidores em contas que não possuem vínculo oficial com o senador. O estudo também identificou a criação recente de páginas ligadas à rede de apoio de Renan Santos, registradas no início de abril de 2026.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
