O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido está aberto para ouvir e agregar propostas de candidatos de outras forças políticas em um eventual segundo turno na disputa pelo Palácio do Planalto. Segundo o dirigente, mesmo candidaturas à direita que valorizam a democracia devem ser incluídas no diálogo para evitar que o país caminhe rumo à intolerância.
Coordenador da campanha do presidente Lula, Edinho confirmou que o atual mandatário vai participar dos debates no segundo turno, após ter ficado ausente nos encontros do primeiro turno. A estratégia visa promover um confronto direto com o adversário Flávio Bolsonaro, permitindo que a população enxergue claramente as diferenças entre os projetos defendidos pelos dois concorrentes.
Durante entrevista coletiva em São Paulo, o dirigente reconheceu a existência de um forte sentimento de mudança no eleitorado e pontuou que o desafio não se resume apenas a enfrentar o principal oponente, mas sim a responder a esse anseio popular. Para ele, o petista é o único com capacidade real de liderar reformas estruturantes no país.
Em relação às articulações nos estados, o coordenador demonstrou otimismo quanto à montagem de palanques e alianças regionais. Ele destacou projeções para os governos estaduais e mencionou a expectativa de que o partido dispute o segundo turno ou vença a disputa em diversas unidades da federação, impulsionado pela polarização acentuada no cenário nacional.
No âmbito legislativo, Edinho projetou um crescimento expressivo da bancada petista na Câmara dos Deputados, podendo saltar de 69 para pelo menos 80 parlamentares, além de reforços obtidos por meio de federação. No Senado, a meta é consolidar maioria ao lado de aliados do campo democrático para contrapor o avanço da direita.
Por fim, o dirigente criticou duramente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem classificou como líder de extrema-direita, e reprovou o fechamento temporário de consulados norte-americanos no Brasil. Para Edinho, ações dessa natureza representam interferência indevida e tentativa de influenciar a opinião pública brasileira no período eleitoral.
Fonte: g1.globo.com
