A campanha presidencial de 2026 encerrou-se em clima de profunda frustração após o cancelamento do tradicional debate que seria promovido pela TV Globo. O evento, que costuma ser o ápice da discussão política no primeiro turno, não ocorreu devido a uma sucessão de desistências e impasses jurídicos e políticos.
Nos bastidores, avalia-se que figuras como o presidente Lula (PT) e o candidato Renan Santos (Missão) acabaram por sair politicamente ilesos de um embate que simplesmente não aconteceu. Por outro lado, a Justiça Eleitoral e a própria emissora figuram entre os principais prejudicados pelo desfecho inesperado da disputa televisiva.
Nos estúdios da emissora carioca, o cenário que havia sido preparado para o confronto foi desmontado sem que nenhuma palavra fosse dita diante das câmeras. A estrutura montada aguardava a repercussão da cadeira vazia que seria deixada por Lula, cuja desistência do debate já havia sido anunciada com antecedência pelos organizadores.
A situação ganhou contornos definitivos quando o ministro Gilmar Mendes liberou a participação do candidato Renan Santos, representante do partido Missão. A decisão provocou uma reação imediata em outros setores da disputa eleitoral, levando o candidato Flávio Bolsonaro a desistir de participar do evento.
Flávio Bolsonaro, que havia confirmado presença na sabatina em diversas ocasiões anteriores e chegado a acusar o atual presidente de covardia pela ausência, optou por retirar seu nome logo após a liberação judicial do adversário nanico. Essa reviravolta foi considerada a gota d’água para a direção da emissora.
Diante da inviabilidade do formato e da debandada de nomes importantes, a emissora optou por cancelar toda a programação especial planejada para a cobertura. Com isso, o pelotão de comentaristas mobilizado para analisar a grande noite ficou sem rumo, e a grade habitual seguiu direto para a novela das nove após a exibição do Jornal Nacional.
Fonte: noticias.uol.com.br
