O ato de campanha do presidente Lula e de Fernando Haddad em São Paulo começou por volta das 11h25 deste sábado, véspera do primeiro turno das eleições. A caminhada, que inicialmente estava prevista para acontecer na tradicional Avenida Paulista, acabou sendo transferida para a Rua Augusta após um impasse envolvendo a organização do evento e a Prefeitura de São Paulo.
O presidente Lula, que disputa a reeleição, participa da mobilização ao lado de Fernando Haddad, candidato ao governo do estado. O evento também conta com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e das candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet.
Antes mesmo da chegada das principais lideranças políticas ao local, houve um princípio de atrito entre integrantes da organização do evento e policiais militares que realizavam o acompanhamento da segurança. De acordo com a equipe responsável pela mobilização, os agentes da PM solicitaram que o trio elétrico posicionado mais à frente na Rua Augusta avançasse pela via antes da chegada dos candidatos, ordem que foi recusada pelos organizadores.
Com a divergência no local, manifestantes que acompanhavam a concentração começaram a vaiar os policiais presentes e a gritar palavras de ordem. A situação gerou momentos de tensão na via pública antes do início oficial da caminhada política.
Em nota oficial divulgada sobre o episódio, a Polícia Militar informou que, até aquele momento da ocorrência, não havia qualquer tipo de impedimento por parte da corporação em relação ao trajeto pretendido pelos manifestantes. Segundo a instituição, os organizadores mantinham o ato parado em um ponto específico enquanto aguardavam a chegada de mais participantes.
O planejamento do evento na região central foi marcado por disputas nos dias anteriores. Na última quinta-feira, a Prefeitura de São Paulo alegou que não havia autorizado a caminhada na Avenida Paulista, afirmando que cumpria uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo para manter a via desimpedida em datas específicas.
Contudo, o TRE-SP esclareceu posteriormente que não havia proibido atos políticos na Paulista para o sábado, indicando que a orientação visava apenas o domingo de votação. Na sexta-feira, o tribunal autorizou formalmente a realização da caminhada, suspendendo os efeitos do ofício municipal que desaconselhava o uso da região.
Fonte: g1.globo.com
